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03 de junho de 2019, 14h48

Polícia do Rio vai à Granja Comary investigar Neymar por divulgação de imagens íntimas

Neymar é investigado pela divulgação de imagens íntimas da mulher que o acusa de estupro. Uma viatura entrou no centro de treinamento da seleção brasileira, em Teresópolis, por volta das 11h45, enquanto o técnico Tite dava uma entrevista coletiva. Os policiais ficaram por cerca de 50 minutos no local

Neymar durante treino na Granja Comary (Divulgação/CBF)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro esteve na manhã desta segunda-feira (3) na Granja Comary, em Teresópolis, para falar com o atacante do PSG e da seleção brasileira Neymar, segundo reportagem da Folha de S.Paulo por Diego Garcia e Marcos Guedes.

Neymar é investigado pela divulgação de imagens íntimas da mulher que o acusa de estupro. Na primeira visita, o delegado da 110º DP de Teresópolis esteve no centro de treinamento, mas o jogador ainda não havia voltado de um período de folga, concedido a todos os atletas que se preparam para a disputa da Copa América, e não foi ouvido.

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Uma viatura entrou no centro de treinamento da seleção brasileira, em Teresópolis, por volta das 11h45, enquanto o técnico Tite dava uma entrevista coletiva. Os policiais ficaram por cerca de 50 minutos no local.

Chegou-se à conclusão de que o atacante não estava em Teresópolis quando gravou o vídeo no sábado (1), motivo pelo qual o caso não ficou com o 110º DP. Os representantes da CBF que receberam a Polícia Civil não informaram onde estava o jogador, e o caso ficou com a DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática).

A divulgação da conversa e imagens compartilhados entre ele a mulher que o acusa foi feito pela rede social. Após um vídeo onde se defender, ele exibiu o que seriam conversas por WhatsApp com a mulher anteriores e posteriores à data em ela afirma ter sido estuprada (15 de maio). Entre as frases, aparecem imagens dela nua ou seminua —com o rosto e partes íntimas borradas.

A investigação conduzida pela polícia fluminense está relacionada indiretamente, mas não faz parte da investigação da polícia paulista que partiu da denúncia de estupro feito por uma mulher cuja identidade é preservada. Ela registrou boletim de ocorrência na semana passada contra o jogador.

Na acusação ela diz ter conhecido Neymar pela rede social Instagram e o encontrado no hotel Sofitel Paris Arc Du Triomphe, no dia 15 de maio. Ela afirma que o jogador apareceu embriagado, tornou-se agressivo e, mediante violência, teve relação sexual contra sua vontade.

Para o advogado e professor de direito digital do MBA da FGV Luiz Augusto Filizzola D’Urso, o caso de Neymar não poderia se enquadra nessa definição, já que o artigo do Código Penal versa especificamente sobre nudez.

“Pode ser óbvio o conteúdo da foto, mas não há o vazamento do conteúdo original. Por desfocar [as imagens], ele se protege do crime. Quando apresenta a conversa, ele não abre as fotos nem executa os vídeos”, diz o advogado.

“Caso a denúncia de estupro seja comprovada, ela poderia processá-lo por difamação e ainda requerer uma ação de indenização. Mas não na questão da nudez”, completa.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Neymar divulgou uma nota oficial.

Leia abaixo na íntegra:

“Comunicado Oficial

Foi divulgado hoje, há algumas horas, uma noticia envolvendo o Atleta Neymar Jr., sob a acusação de estupro.

A suposta vítima, inclusive, registrou Boletim de Ocorrência, amplamente divulgado na imprensa.

Apesar de ter ficado surpreso com a notícia, os fatos já eram de conhecimento do Atleta e do seu estafe, tendo em vista que há poucos dias foi vítima de tentativa de extorsão, praticada por um advogado da cidade de São Paulo, que, segundo a sua versão, representava os interesses da suposta vítima.

Os advogados do atleta foram imediatamente comunicados e desde então estão adotando todas as providências pertinentes.

Diante do infeliz, ilegal e ultrajante acontecimento, repudiamos completamente as injustas acusações e, sobretudo, a exposição na imprensa de uma situação extremamente negativa.

Todas as provas da tentativa de extorsão e da inexistência de estupro serão apresentadas à Autoridade Policial oportunamente.”


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