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07 de setembro de 2019, 21h01

Polícia prende seguranças suspeitos de torturar adolescente em supermercado Ricoy

O caso do adolescente, torturado por furtar chocolates, não foi isolado. Há mais duas investigações de possíveis torturas, uma delas contra um menino

Trecho do vídeo em que o jovem é torturado. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (6) e sábado (7), os dois principais suspeitos de torturar o adolescente de 17 anos no supermercado Ricoy, localizado na Zona Sul de São Paulo. Waldir Bispo dos Santos e Davi de Oliveira Fernandes eram seguranças terceirizados da rede. Depois da prisão de Davi, Walter se apresentou na Deatur (Delegacia de Apoio ao Turista) e foi encaminhado ao 80º DP, na Vila Joaniza, onde a investigação corre em segredo de Justiça.

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As denúncias contra os supermercados Ricoy veio à tona depois que um vídeo das agressões e torturas contra o adolescente foi divulgado. Na filmagem, o adolescente é chicoteado nas costas e se contorce de dor.  O vídeo da sessão de tortura acabou nas redes sociais e forçou a polícia a abrir um inquérito na segunda-feira (2).

Segundo o delegado Pedro Luís de Sousa, do 80° DP,  responsável pelo caso, o segurança preso neste sábado tem histórico de lesão corporal contra mulher. O outro, por apropriação indébita. Na quarta-feira (4), o delegado afirmou acreditar que o caso não foi isolado. Há mais duas investigações de possíveis torturas, uma delas contra um menino. “Acho que o chicote foi usado outras vezes, já que pequenos furtos são corriqueiros no local”, disse.

Uma das reportagens da Fórum chegou a revelar que os casos de tortura na rede ocorrem há, no mínimo, oito anos – segundo relatos de uma ex-funcionária terceirizada.  O titular do 80° DP afirmou ainda que o crime de tortura, em que os dois seguranças são acusados, é inafiançável, imprescritível e não pode nem ser perdoado mediante indulto oferecido pela Presidência da República.


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