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08 de março de 2019, 07h53

Preso, acusado de abuso de mais de 500 mulheres, João de Deus dá entrevista à Veja

Na publicação, o médium afirmou que "muita gente diz" que o suicídio da ativista Sabrina Bittencourt, que teria iniciado o movimento de denúncias contra ele, é "uma invenção"

O médium João de Deus - Foto: Agência Brasil

Acusado de abusar sexualmente de mais de 500 mulheres que buscavam amparo espiritual na Casa Dom Inácio, em Abadiânia (GO), o médium João de Deus concedeu entrevista por escrito à revista Veja, por intermédio do advogado Alberto Toron.

Na publicação, o médium afirmou que “muita gente diz” que o suicídio da ativista Sabrina Bittencourt é “uma invenção”. Sabrina foi quem iniciou o movimento de delação de mulheres vítimas de abusos sexuais por líderes religiosos, entre eles João de Deus.

“Muita gente diz que essa história de suicídio é uma invenção. Eu estou preso e não sei dizer. A Justiça tem de apurar”, disse.

Leia também: Ativista que denunciou João de Deus se suicida e deixa carta: “Marielle me uno a ti

O suicídio de Sabrina Bittencourt, que estaria escondida após receber diversas ameaças, foi anunciado nas redes, em carta da própria ativista.

Em nota de falecimento comunicada à imprensa assinada por Maria do Carmo Santos, presidente da ONG Vitimas Unidas, com a qual Sabrina trabalhava, a morte de Bittencourt foi confirmada. Em carta de despedida, Sabrina começou dizendo: Marielle me uno a ti.

João de Deus também afirma que não praticou “nenhum abuso contra ninguém” e que se sente injustiçado.

“Da primeira vez que fui ouvido nem me mostraram fotos das mulheres que se queixaram. Eu atendia uma média de 1 000 a 2 000 pessoas por dia. É impossível lembrar. O certo é que não abusei de ninguém. Alguns fatos são antigos e nem sequer pude, pelos nomes, me lembrar das mulheres. Sinto-me injustiçado”.

Aos 77 anos, João de Deus diz que tem dificuldade para andar e só caminha amparado por bengala. “Tenho vergonha de dizer, mas até para sentar na privada eu tenho dificuldade”.

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