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22 de abril de 2019, 18h39

Principais escolas particulares de Fortaleza vão na direção oposta do que prega o MEC

Sociedade consciente, relação com política, sociedade democrática, pensamento crítico e articulado são aspectos enfatizados por colégios considerados referências na capital do Ceará

Foto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil

O setor de educação é o mais atingido pelas confusões, trapalhadas e arbitrariedades do governo de Jair Bolsonaro. O Ministério da Educação (MEC), do jeito que vem sendo comandado, defende para o sistema público de ensino teses que não são aplicadas por nenhuma das escolas consideradas referências da rede privada do Ceará, de acordo com informações de O Povo.

Em seus programas, colégios caros e de excelência em índices educacionais, como Ari de Sá, Farias Brito, Santa Cecília e Sete de Setembro não seguem nada do que é pregado por Bolsonaro, sua equipe e o que pensa o “guru” da família do presidente, o astrólogo Olavo de Carvalho, responsável pela nomeação de Abraham Weintraub para o ministério.

Enquanto Bolsonaro defende “uma garotada que não se interesse por política”, as quatro redes vão na direção contrária. “O colégio quer e necessita colaborar com a construção de uma sociedade consciente de seu papel em relação à política”, ressalta o projeto do Sete de Setembro.

Já o Ari de Sá coloca como prioridade a “conscientização do aluno diante de direitos e deveres enquanto cidadão; capacitando o aluno para a construção de uma sociedade democrática”.

Pensamento crítico

O Farias Brito ressalta o “aprendizado transformador” e o “pensamento crítico e articulado” como “pilares para formar cidadãos atuantes na sociedade”. “É prioridade o desenvolvimento do espírito científico do aluno, postura autônoma, crítica e criativa”, enfatiza o Ari de Sá.

O Sete de Setembro concorda: “O Colégio reafirma assumir uma educação voltada para a ética e cidadania, compromissada com as diversidades sociais e econômicas, trabalhando a conscientização e sensibilização dos seus alunos. Uma educação participativa e emancipatória para que os alunos saiam da Escola com valores formados: éticos, conscientes e reflexivos”.


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