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01 de julho de 2019, 09h37

Procurador acusado de receber propina em obra do metrô é preso pela Lava Jato no Rio

O procurador Renan Saad teria recebido R$1,3 milhão da Odebrecht para garantir alteração de obra do metrô do Rio de Janeiro sem necessidade de nova licitação

Fernando Frazão/Agência Brasil

O procurador Renan Saad foi preso pela força-tarefa da Lava Jato na manhã desta segunda-feira (1) acusado de receber propina da empreiteira Odebrecht para garantir alteração de obra do metrô do Rio de Janeiro sem necessidade de nova licitação.

Segundo a Polícia Federal, Saad teria recebido R$1,3 milhão da Odebrecht, sendo R$ 300 mil como caixa 2 para autorizar modificação de trajeto da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro sem licitação.

Em delação premiada, o ex-diretor de contratos da empresa, Marcos Vidigal do Amaral, apontou que a atuação do procurador, denominado como “Gordinho” em planilha de repasses ilegais, foi “fundamental” para as obras da linha 4.

A linha, que liga a Zona Sul do Rio com a Barra da Tijuca, foi um dos empreendimentos principais para os Jogos Olímpicos de 2016 e ainda possui um trecho sem finalização. Segundo o MP, há fortes indícios de superfaturamento, principalmente no uso do tatuzão, equipamento de escavação que consome R$ 2,9 milhão por mês, mesmo parado.

Segundo o O Globo, as obras da estação Gávea, paralisadas desde abril de 2016, consumiram R$ 34,2 milhões de recursos do estado nestes últimos 3 anos. O tatuzão está estacionado nas proximidades da construção desde então.


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