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03 de fevereiro de 2020, 17h13

Procurador que esfaqueou juíza dentro de tribunal é encontrado morto em São Paulo

Informações preliminares dão conta de que o procurador Matheus Carneiro Assunção teria cometido suicídio

Reprodução/Redes sociais

Matheus Carneiro Assunção, procurador da Fazenda que em outubro do ano passado esfaqueou uma juíza dentro de um tribunal, foi encontrado morto nesta segunda-feira (3). Informações preliminares da Polícia Civil dão conta de que Assunção teria cometido suicídio.

O procurador estava, desde novembro, internado em uma clínica particular de São Paulo por determinação da Justiça Federal, que se embasou em laudos médicos que apontavam que ele apresentava “surto psicótico agudo transitório, sendo considerado, sob a ótica médico-legal psiquiátrica, plenamente inimputável para o delito descrito na denúncia”.

A secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, através de nota, que o caso foi registrado como “morte suspeita” e que aguarda os resultados dos laudos para esclarecer as circunstâncias da morte do procurador.

A Advocacia-Geral da União (AGU), também por meio de nota, lamentou a morte do procurador. “Profissional dedicado e admirado pelos colegas, Matheus construía uma brilhante trajetória acadêmica e profissional, prematuramente interrompida”, diz o texto.

A facada 

No dia 3 de outubro de 2019, Matheus Carneiro Assunção atacou com uma faca a juíza Louise Filgueiras na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na avenida Paulista, em São Paulo (SP).

Testemunhas relatam que Assunção estava alterado e falando frases desconexas desde que chegou ao local. Após despachar com uma magistrada, o procurador passou pela sala de outros juízes até entrar no gabinete onde estava Louise Filgueiras. Por conta do grande tamanho da mesa da juíza, o agressor não conseguiu atacá-la como desejava. A vítima teve apenas um corte superficial no pescoço.

Os seguranças do tribunal que detiveram Assunção disseram que, depois de imobilizado, ele repetia frases como  “acabar com a corrupção no Brasil” e que deveria ter entrado armado no local “para fazer o que Janot deixou de fazer”, em referência à confissão do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre sua suposta intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 


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