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24 de outubro de 2019, 07h37

Professora de MG é denunciada por incluir charge sobre Bolsonaro em prova de história

Denúncia acontece dias após ser aprovado o projeto Escola Sem Partido na Câmara Municipal de Belo Horizonte

Docente é denunciada após citar Bolsonaro em prova de história. (Foto: Reprodução)

Pais de alunos do nono ano do ensino fundamental da Escola Municipal Sócrates Mariani Bittencourt, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, denunciaram uma professora de história do colégio por ter aplicado em sua prova charges e reportagens sobre posições polêmicas do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A reclamação chegou ao deputado Estadual Bruno Engler (PSL), que encaminhou ao diretor da unidade um ofício que o obrigava a tomar medidas sobre o caso.

No caso em questão, a docente Adriene Gomes aplicou uma prova em março com duas charges e uma matéria do jornal “O Globo”, publicada em 7 de julho do ano passado. O texto traz falas dele sobre a ditadura militar, o Estatuto do Desarmamento e a privatização dos setores de energia e petróleo. Na prova, Adriene propõe que os alunos produzam um texto dissertativo que relacione o conceito de “pós-verdade” com a negação do golpe de 1964.

O deputado Bruno Engler disse que diversos pais o procuraram para denunciar a conduta da professora. “Eles estavam consternados que a professora não estava usando a prova para ensinar, mas para doutrinar. Os conteúdos não atacavam somente o presidente, mas os eleitores dele como se fossem idiotas. Na condição de deputado, tenho que zelar pela educação isenta”, disse Engler.

De acordo com o jornal O Tempo, a docente diz que vai processar o parlamentar. “Estamos vivendo em uma ditadura em que os governantes não entendem o verdadeiro valor da educação pública. O deputado não sabe sua função no legislativo. Deveria estar preocupado com o bem-estar da população”, completou Adriene.

A professora publicou um vídeo em suas redes sociais relatando a denúncia do deputado Bruno Engler (PSL). Confira:

Escola Sem Partido

A denúncia contra Adriene acontece dias após ser aprovado, em primeiro turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o projeto Escola Sem Partido, que prevê a proibição de que professores emitam opinião sobre política e religião no ambiente escolar. Recentemente, uma prova foi anulada no Colégio Loyola, na capital, por trazer um artigo com críticas a Bolsonaro.


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