sábado, 31 out 2020
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PSL de Bolsonaro oficializa rompimento com Witzel no Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, até tentou, mas não conseguiu impedir o desembarque do PSL da sua base aliada. A questão, definida na sexta-feira (13) em reunião do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com integrantes da bancada do partido na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), se oficializou nesta segunda-feira (16) e pode complicar a situação do governador.

“A bancada do PSL na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por orientação do senador Flávio Bolsonaro, presidente estadual do PSL-RJ, não está na base do governo na Alerj a partir desta segunda-feira (16/09), por discordar de posicionamentos políticos do governador. Os 12 deputados do partido reiteram o compromisso com o Estado do Rio de Janeiro”, disse a legenda em nota.

A principal causa da separação são as declarações públicas de Witzel, que reafirma que se elegeu por mérito próprio e se projeta como candidato à presidência em 2022. Como antecipou a colunista Berenice Seara, do Extra, o ápice foi a entrevista do governador à jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, em que disse que a eleição dele foi fruto de sua própria história e “não pelo apoio do Bolsonaro”.

Segundo o colunista Cássio Bruno, do Jornal O Dia, Witzel tentou se reunir com Jair Bolsonaro para acertar a situação, mas parece não ter colhido os frutos pretendidos e viu o partido com maior presença na Câmara deixar de apoiá-lo. Ele teme ainda que Bolsonaro diminua os investimentos no Rio de Janeiro como forma de boicotar seus planos para 2022.

Os integrantes do PSL terão de deixar os postos no governo. Entre eles está a recém-nomeada secretária Major Fabiana, deputada federal pela sigla de Bolsonaro.

Redação
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