quarta-feira, 28 out 2020
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Queimadas contribuem para “dia virar noite” em São Paulo

O entardecer em São Paulo foi bastante particular nesta segunda-feira (19). Por volta das 15h, o céu escureceu e assustou moradores. Institutos meteorológicos apontam que o fenômeno é causado por uma combinação da chegada de nuvens bem carregadas advindas de uma forte frente fria litorânea e de ventos com partículas de queimadas que estariam vindo da região do Pantanal.

Segundo o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, em entrevista à Rádio CBN, os ventos estariam trazendo consigo forte fumaça de queimadas da região do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, no Pantanal brasileiro. Segundo dados fornecidos pela NASA, o Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro onde o número de queimadas mais cresceu, ao lado de Rondônia.

Segundo o Climatempo, os incêndios aumentaram mais de 100% no estado do Centro-Oeste no período de janeiro a agosto com relação ao ano passado. Em 2018, foram registrados 1047 focos de queimadas, enquanto em 2019 são 3251. O número de focos atingiu o índice mais alto no Brasil em cinco anos.

Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, aponta que a origem da queimada é na parte paraguaia do Pantanal. “Há incêndios silvestres de grande magnitude acontecendo no Paraguai, na região do Pantanal. Desde o final de semana os ventos fortes estão favorecendo a vinda de elemento particulado pelo Mato Grosso do Sul, chegando a São Paulo. O material particulado ajuda na formação das nuvens, e quando se formam junto com ele, o céu fica ainda mais escuro”, disse Franco Nadal Villela à Folha de S. Paulo.

O céu escuro no meio da tarde em São Paulo assustou tanto a população que o termo “são 16h”, em referência ao fenômeno, entrou para a lista de assuntos mais comentados do Twitter.

Redação
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