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12 de novembro de 2018, 10h49

Reitor diz que escola sem partido não entra na USP

Segundo ele, o maior risco com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e João Dória (PSDB) é a retirada da autonomia da universidade."Autonomia é uma decisão política".

Divulgação/Jornal da USP

Em entrevista à repórter Renata Cafardo, no jornal O Estado de São Paulo desta segunda-feira (12), o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan, afirma que o projeto Escola sem Partido, uma das bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), não entra na universidade.

“Na universidade é impossível, pela gênese da universidade. É um local de debate. No auge da ditadura os debates eram intensos aqui. Obedecemos as leis, mas coisas que ferem a autonomia da USP, a USP não precisa seguir. Isso fere. Porque a universidade é um locus de debate. Você não pode impedir. O debate é importante porque estamos formando cidadãos, nós formamos profissionais, mas o grande objetivo da USP é formar excelentes cidadãos e excelentes líderes. Não consigo imaginar um professor fazendo proselitismo para os alunos, mesmo quando o professor da um curso de Marxismo, mostra as críticas, faz parte da formação”, afirmou.

Segundo ele, o maior risco com a eleição de Bolsonaro e João Dória (PSDB) para o governo de São Paulo é retirar a autonomia da universidade.

“Autonomia é uma decisão política. O risco sempre existe, principalmente nesse momento em que estão falando tantas coisas. Mas, em 30 anos de autonomia, foi comprovado que tivemos um desempenho muito bom, aumentamos a nossa produção científica, portanto contribuição para o desenvolvimento do País e do mundo, e aumentamos a qualidade dessa produção”.

Leia a entrevista completa.


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