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18 de julho de 2018, 17h49

Rio de Janeiro cria o Dia Marielle Franco contra o genocídio da mulher negra

Lei foi sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo

Foto: Mário Vasconcellos/Câmara Municipal do Rio

Os brutais assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes completaram mais de quatro meses, durante uma emboscada, depois que a ativista participou de um evento na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Agora, a data será incluída no calendário oficial do estado do Rio como o Dia Marielle Franco – dia de luta contra o genocídio da mulher negra, segundo informações de O Dia. A Lei 8.054/18 foi sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo desta quarta-feira (18).

A iniciativa estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com o intuito de estimular a reflexão a respeito do assassinato de mulheres negras no Brasil. Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2017, elaborado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), jovens negras com idade entre 15 e 29 anos têm o dobro de chances de serem assassinadas do que as brancas na mesma faixa etária.

Passados quatro meses do duplo homicídio, a Polícia Civil ainda não prendeu nenhum suspeito do crime. A Anistia Internacional, inclusive, reivindicou o acompanhamento externo e independente das investigações a respeito dos homicídios.


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