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24 de janeiro de 2020, 11h31

Roberto Justus dá show de machismo e arrogância em entrevista à Veja

O empresário disse frases do tipo: “quando a grama do vizinho está mais verdinha, eu vou pastar em outro lugar”. Mas tem muito mais. Veja aqui

Foto: Divulgação

O empresário Roberto Justus, apresentador do programa O Aprendiz, até tentou falar sobre política em entrevista publicada nas páginas amarelas da revista Veja desta sexta-feira (24). O destaque da entrevista (ou o pior), no entanto, ficou mesmo por conta do machismo declarado do empresário.

Com frases que fariam corar Jece Valadão, Justus desfia na entrevista uma postura arrogante e patriarcal. Ao ser perguntado sobre os segredos para manter uma boa relação com todas as suas quatro ex-mulheres, ele afirma: “Guarda compartilhada. Eu recomendo isso a todos os casais. Meus filhos enfrentaram separações, mas nunca viram os pais brigando. Eu sempre falo para os caras: não cospe no prato que já comeu (sic)”.

Ainda sobre o assunto, ele afirma que a sua capacidade de persuasão o ajuda. “Eu tenho a capacidade de persuadir minhas ex quando preciso de alguma coisa delas”.

Já sobre o final dos relacionamentos, ele diz: “a partir do momento em que a relação esfria e percebo que a grama do vizinho está mais verdinha, eu vou pastar em outro lugar”.

Sobre a velhice, Justus também não deixa por menos. “Veja as mulheres de 50 anos: com todos os recursos estéticos e de saúde, elas ainda são muito interessantes. Antigamente, ao passar dos 50, eram velhas e feias. Hoje, são umas gatas, dá para fazer alguma coisa”, afirma.

Justus dá dicas de como a mulher deve fazer para seu casamento dar certo. De acordo com ele, “ela não pode esquecer de se arrumar quando o marido estiver chegando. Depois de casados, ela acha que não precisa mais, e aparece de bobes no cabelo, toda desleixada. Isso vai desgastando a relação”.

Sobre a sua atual esposa, ele diz gostar que ela trabalhe “mesmo não precisando, em razão da minha condição financeira. Mas gosto que ela seja útil. Se não fosse, não daria certo. Uma embalagem bonita — e ela é muito bonita — acaba com o tempo”.

Ao final, sentencia: “mas, mesmo com sua independência, eu falo que ela precisa da força masculina. O ombrinho do homem dá uma proteçãozinha”.


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