sexta-feira, 18 set 2020
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Roubo no Aeroporto de Cumbica entra para lista dos maiores do Brasil e levanta críticas sobre a Polícia Federal

Nesta quinta-feira, cerca de 720 kg de ouro foram roubados do Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, um valor estimado em R$ 132 milhões. Com essa cifra, o assalto entrou no rol dos maiores já praticados no país e, nas redes sociais, a repercussão do caso veio com críticas à Polícia Federal, que focou suas atenções no grupo de supostos hackers de Araraquara, que teriam invadido o celular do ex-juiz federal Sérgio Moro.

Como destaca a reportagem de Marco Antônio Carvalho, do Estado de S. Paulo, a robustez do crime praticado em Cumbica colocou o assalto desta quinta-feira na lista dos maiores já ocorridos no Brasil. O caso se coloca ao lado do famoso assalto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005, que rendeu, na época R$ 164,8 milhões aos assaltantes (em valores corrigidos, R$ 360 milhões). R$ 30 milhões foram recuperados e mais da metade do grupo foi presa.

Outros casos lembrados pelo jornalista são o assalto orquestrado de 171 cofres do Itaú, em 2011, em um roubo estimado em R$ 250 milhões, o roubo de R$ 20 milhões na transportadora Protege, em 2007 (que inspira criminosos até hoje) e o assalto à transportadora Prosegur, no Paraguai, por parte do PCC, que rendeu R$ 140 milhões – o maior da história do Paraguai.

Em Cumbica, um grupo de homens fortemente armados chegou com dois veículos clonados da Polícia Federal sem placa e levou uma carga que estava prestes a embarcar de cerca de 720 kg, estimados em R$ 132 milhões. Nenhum dos envolvidos foi identificado.

Pelo Twitter, usuários criticaram a atuação da PF por não saber quem são os envolvidos e relacionaram o episódio com a prisão dos supostos hackers de Araraquara, pegos em uma operação bem veloz. “Achei que fosse um grupo hacker, então vai ser difícil de encontrar”, tuitou um usuário. “A PF como sempre não vai descobrir nada… Estão todos ocupados com hackers”, disse outro.

A PF ainda recebeu críticas pelo uso dos símbolos oficiais nos carros clonados. “Um vexame! Enquanto a PF está a serviço de Moro, ladrões usam seus símbolos (fardamentos, carros padronizados, provavelmente distintivos, tudo falso) pra praticar roubos dignos de cinema”, publicou outro internauta.

https://twitter.com/Rogerio10352568/status/1154741136327659520

 

Redação
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