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14 de fevereiro de 2020, 17h14

Rui Costa, governador da Bahia, diz que não sabia da operação que matou Adriano da Nóbrega

"Eu sou governador do estado. Eu não cuido de cada bandido, cada criminoso da Bahia. Muito menos do Brasil. Isso está nas mãos do Ministério Público do Rio, da Bahia", afirmou o governador

Adriano Magalhães da Nóbrega - Foto: Reprodução

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou a jornalistas durante a inauguração de uma unidade de saúde de seu estado, nesta sexta-feira (14), que só soube da operação policial que resultou na morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na madrugada do último domingo (9), depois que ela já tinha sido deflagrada.

“Eu sou governador do estado. Eu não cuido de cada bandido, cada criminoso da Bahia. Muito menos do Brasil. Isso está nas mãos do Ministério Público do Rio, da Bahia”, disse o mandatário baiano.

Há inúmeras suspeitas de que a morte Adriano da Nóbrega, integrante do chamado Escritório do Crime, grupo miliciano do Rio, e próximo à família Bolsonaro, tenha sido uma queima de arquivo. Reportagem da Veja com fotos do corpo de Adriano sugerem que ele tenha sido executado quando já estava rendido.

De acordo com o governador da Bahia, ele se reuniu com o secretário de Segurança Pública, Mauricio Barbosa, após a operação policial que matou o miliciano e foi só ali que soube do caso.

“Eu não dou declarações e detalhes de algo que não é da minha área. Eu não entendo nada do mundo crime. Não sou miliciano. Nunca tive amizade com miliciano. Não tenho que ficar dando declaração”, completou Rui.

Suspeito no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, Adriano da Nóbrega estava foragido há mais de um ano. O ex-PM é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

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