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13 de setembro de 2019, 10h00

Saiba mais sobre a rede D’Or, maior grupo privado de saúde do país

É em uma das unidades da bandeira Star, a mais sofisticada da rede D'Or, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez sua última cirurgia

Reprodução

Criada no Rio de Janeiro no final dos anos 70, em um contexto de falta de opções de atendimento para a classe rica da zona sul carioca, a Rede D’Or conta atualmente com 45 hospitais e mais de 40 clínicas oncológicas, sendo o maior grupo hospitalar privado do país. É em uma das unidades da bandeira Star, a mais sofisticada da rede D’Or, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se recupera de uma cirurgia para corrigir uma hérnia incisional. Apesar do luxo, foi em um dos hospitais da rede que um incêndio de grandes proporções tirou a vida de 11 pessoas nesta semana, devido a um curto-circuito na parte mais antiga do prédio. A assessoria da Rede D’Or, no entanto, informa que o Hospital Badim, no Rio de Janeiro, possui administração própria e possui apenas participação acionária passiva.

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Devido a seu crescimento no segmento premium de saúde, atendendo apenas um público seleto que corresponde ao topo da pirâmide social, a rede D’Or entrou na disputa cada vez mais acirrada com outros hospitais do mesmo patamar por profissionais de prestígio. A transferência recente do cirurgião Antonio Luiz Macedo, que trocou o o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, pelo do Vila Nova Star, da Rede D’Or, onde comandou a cirurgia de Bolsonaro, foi feito às custas de um contrato milionário de cinco anos – ao estilo de jogadores de futebol -, além de honorários de consultas, cirurgias e outros benefícios.

Bolsonaro, sua equipe e seus familiares estão em uma ala separada só para eles no oitavo andar do prédio de luxo do Hospital Vila Nova Star. O presidente tem na TV acesso ao Première Futebol Clube, a plataforma de pay-per-view do Campeonato Brasileiro. Os dois familiares que o acompanham, a primeira-dama Michelle e o filho Carlos, têm um quarto cada um.

A abertura do hospital onde Bolsonaro fez sua cirurgia fez com que a rede D’Or agravasse ainda mais a sua guerra com a Amil, controlada pelo grupo estadunidense UnitedHealth, que é o maior operadora de planos de saúde do país. Hospitais da rede no Rio e em São Paulo estão interrompendo o atendimento a usuários do plano de saúde, seja por decisão da operadora seja por iniciativa da Rede D’Or. A meta da rede é atender clientes apenas com planos de saúde de alto escalão.

*Esta matéria foi modificada em 16/09/2019 para correção de informação. Diferentemente do que havia sido publicado, o fundador da Rede D’Or, Jorge Moll Filho, não está envolvido em nenhuma denúncia de fraudes de contratos na área da saúde. As acusações inicialmente relatadas dizem respeito a um homônimo do fundador da rede.

 


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