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04 de outubro de 2019, 14h15

Santos exclui conselheiro racista do quadro social

Em abril, o ex-conselheiro teve um áudio de três anos atrás vazado, no qual ele diz que "pardos e mulatos" não têm caráter

Reprodução/YouTube

O Santos anunciou nesta sexta-feira (4) a expulsão de Adilson Durante Filho, conhecido como Adilsinho, do quadro social do clube. Em abril, o ex-conselheiro teve um áudio de três anos atrás vazado, no qual ele diz que “pardos e mulatos” não têm caráter. Adilson Durante atuava na época como secretário-adjunto de Turismo na Prefeitura de Santos pelo PSD e pediu exoneração do cargo assim que o conteúdo do áudio veio à tona.

“Sempre que tiver um pardo…O pardo o que que é? Não é aquele negão, mas também não é o branquinho. É o moreninho da cor dele. Esses caras, você tem que desconfiar de todos que você conhecer. Essa cor é uma mistura de uma raça que não tem caráter. É verdade (…) É verdade, isso é estudo. Todo pardo, mulato, tu tem que tomar cuidado. Não mulato tipo o P…(membro do grupo). O P… é tipo para índio, tipo chileno, essas porra. To dizendo um mulato brasileiro. Os pardos brasileiros. São todos mau-caráter. Não tem um que não seja”, falou o conselheiro, em áudio de quase um minuto.

Na época, Adilson Durante admitiu a autoria do áudio e pediu desculpas. “Peço, humildemente, desculpas a todos que se sentiram ofendidos, e expresso, por meio deste comunicado, meu mais profundo arrependimento quanto às palavras genericamente proferidas”, afirmou o ex-conselheiro.

Em nota, o Santos FC comunica que Adilson foi excluído do quadro social do Clube, mediante solicitação feita pelo próprio. Mesmo após o pedido de exclusão, uma sindicância foi aberta internamente para apuração do fato com prazo estabelecido de trinta dias.

“Devido ao lamentável episódio de ofensas racistas proferidas por Adilson Durante Filho, o Santos FC comunica que o referido foi excluído do quadro social do Clube, mediante solicitação feita pelo próprio. Mesmo após o pedido de exclusão, uma sindicância foi aberta internamente para apuração do fato com prazo estabelecido de trinta dias”, diz o Santos, em nota.

Processo

Em abril, a defensoria pública do Estado de São Paulo processou o ex-conselheiro e pediu indenização de R$ 100 mil, revertidos a ações de combate ao racismo.


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