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16 de novembro de 2019, 16h46

Santos veste camisa contra o racismo no dia que Bolsonaro vai à Vila Belmiro

Ao invés da numeração habitual dos atletas, as camisas estampam porcentagens que mostram o racismo em diversos setores da sociedade

Reprodução/Santos

Com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) de plateia, o Santos entrará em campo na Vila Belmiro contra o São Paulo neste sábado (16) vestindo números que denunciam a desigualdade racial no Brasil. Ao invés da numeração habitual dos atletas, as camisas terão porcentagens que mostram o racismo em diversos setores da sociedade.

“Números que representam não somente quão minoritárias são as pessoas negras em profissões, mas também com formações superiores, em diferenças salariais e outros dados alarmantes, como em percentual de vítimas de homicídios”, diz o clube.

Ação ocorre justo no dia em que Bolsonaro – que coleciona frases racistas contra negros, indígenas e quilombolas – decide acompanhar o clássico contra o São Paulo na Vila Belmiro. O técnico do Santos, o argentino Jorge Sampaoli, disse ainda que estaria disposto a deixar o clube caso seja obrigado a cumprimentar o presidente. O clube também protestou contra a presença de Bolsonaro, afirmando que não desejam que o presidente esteja no local do jogo.

Confira a numeração que será utilizada pelos santistas no clássico deste sábado:

Vanderlei – 1% Advogados

Luiz Felipe – 2% Diretores de filmes

Jorge – 3% Apresentadores de TV

Victor Ferraz – 4% Chefes

Carlos Sánchez – 7% Homens formados

Marinho – 11% Homens em comerciais

Evandro – 12% Ensino Superior

Diego Pituca – 16% Professores Universitários

Lucas Venuto – 17% Médicos

Jobson – 18% Ricos

Tailson – 19% Juízes

João Paulo – 24% Câmara

Eduardo Sasha – 29% Pós-Graduação

Pará – 31% Atores em filmes

Felipe Aguilar – 59% Feminicídios

Alison – 60% Intolerância Religiosa

Felipe Jonatan – 61% Presidiários

Luan – 64% Trabalho Infantil

Uribe – 70% Gravidez na adolescência

Jean Mota – 75% Homicídios

Everson – 79% Mortes Violentas

Gustavo Henrique – 85% Trabalho escravo


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