Sargento preso na Espanha com cocaína voltaria no avião de Bolsonaro para o Brasil

Segundo general Hamilton Mourão, presidente em exercício enquanto Bolsonaro está no Japão, militar acompanharia presidente a partir da Espanha

Embraer-190 da FAB usado como reserva em viagens presidenciais (Sgt Johnson - 17.ago.2017/Força Aérea Brasileira/Flickr)
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O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quarta-feira (26) que o militar preso na Espanha com 39 kg de cocaína no avião presidencial reserva voltaria ao Brasil com o presidente Jair Bolsonaro. O sargento da aeronáutica M.R.S., de 38 anos, detido em Sevilha acusado de narcotráfico internacional nesta terça-feira (25), embarcaria na cidade espanhola na volta da comitiva do presidente ao Japão. “Quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho, então quando o presidente voltasse agora do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Então seria Sevilha-Brasil”, disse Mourão a Gustavo Maia, do jornal O Globo, e outros jornalistas no palácio do Planalto. Mourão ainda comentou a falha grave de um militar embarcar com a quantidade de droga em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Segundo ele, o avião no qual o sargento viajou não era o avião presidencial, e lavaria somente pessoal de apoio. “O avião que o presidente decolou ontem decola um pouco antes, para ver se está tudo ok, ele desce e ele é lacrado. Ele só é aberto novamente quando o presidente e a equipe dele estão para embarcar”, comentou. Mais cedo, Mourão havia afirmado à rádio Gaúcha, filiada da Globo no Estado, que o militar flagrado com 37 pacotes de cocaína em sua mala "será julgado por tráfico internacional de drogas e vai ter uma punição bem pesada". O presidente em exercício disse também que este episódio não é o primeiro do tipo na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica. Tentando se descolar da história, o avião onde viaja Jair Bolsonaro fez escala em Lisboa, Portugal, e não em Sevilha, onde era planejado. O Airbus-319 presidencial requer duas escalas para chegar ao Japão. Segundo a Guarda Civil espanhola, pelas leis do país o sargento deve prestar depoimento a um juiz em até 72 horas, algo semelhante às audiências de custódia brasileira. O órgão, responsável pela detenção do militar, não soube explicar à Fórum se ele será extraditado.