Seis horas após morte de Henry, Jairinho conversou "como se nada tivesse acontecido" com ex-namorada

Mulher diz que trocou mensagens com o vereador sobre ardência ao urinar. Ela conta que descobriu sobre a morte do menino por amigos em comum

Divulgação/Câmara dos Vereadores do Rio
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Uma ex-namorada do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), contou em depoimento a policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) que os dois conversaram “como se nada tivesse acontecido” cerca de seis horas após a morte do enteado do político, Henry Borel.

O menino Henry foi levado já morto pelo vereador e a mãe do menino, a professora Monique Medeiros, a um hospital na Barra da Tijuca no dia 8 de março. A criança apresentava diversas lesões pelo corpo. A polícia investiga o caso.

Naquele dia, a estudante de 34 anos afirmou que recebeu mensagens de Jairinho para saber sobre o resultado de seu antibiograma, um exame laboratorial que ela realizaria depois de se queixar de ardência ao urinar. Segundo ela, em momento algum o amante comentou sobre o ocorrido com o enteado, de 4 anos, e que ela ficou sabendo do falecimento do menino por amigos em comum.

De acordo com a mulher, Jairinho teria escrito no WhatsApp: “Preciso saber o que deu no antibiograma. Tem que tratar, tem que tratar”. Ao responder que não fez o exame, ela foi repreendida por ele: “Que loucura é essa?” A informação é do jornal O Globo.

Quando foi intimida para depor, no dia 20, a mulher contou ter ligado para a irmã de Jairinho, mas foi ele quem posteriormente teria retornado o telefonema. A estudante conta que o vereador a orientou a “ficar tranquila”, pois apenas teria que relatar como fora o relacionamento dos dois e se ele era agressivo.