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25 de novembro de 2019, 12h05

Sem Terra é baleado em violenta ação de despejo conduzida pela Polícia Federal de Moro na Bahia

Segundo o movimento, cerca de 700 famílias estão sendo despejadas nesta segunda-feira (25) pela PF, PM e milícias armadas da região

Reprodução/MST

Nesta segunda-feira (25), a Polícia Federal do ministro da Justiça, Sergio Moro, atirou contra um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante violenta reintegração de posse do acampamento Abril Vermelho, em Juazeiro (BA).

Segundo o Movimento, cerca de 700 famílias que ocupam terrenos na cidade estão sendo despejadas pela PF, Polícia Militar e milícias armadas da região. O Movimento também informou que a Polícia Civil fechou a estrada que dá acesso ao acampamento e impediu o uso de meios de comunicação.

Os três acampamentos da região – Irani I, Irani II e Abril Vermelho – têm aproximadamente aproximadamente 1727 hectares. As terras pertencem à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e eram ocupadas pelo MST desde 2012.

A Justiça Federal de Juazeiro foi responsável por expedir a decisão da retomada de posse. No entanto, segundo integrantes do MST, foram feitos acordos que respaldavam a permanência dos trabalhadores no local.

“Eles estavam nesta área, porque já tinha tido uma conversa. Foram os acordos firmados com o Incra, ouvidoria agrária, Governo do Estado e a Codevasf. Eles estão descumprindo tudo isso, porque a bandeira dos governos agora é acabar com os movimentos sociais, inclusive a luta pela reforma agrária e o MST. As famílias, segundo os acordos, se saíssem de lá iriam sair para uma outra área que a Codevasf iria comprar. Só que até o momento não tem área comprada pela Codevasf, as famílias estão desoladas, sem saber para onde ir. A gente percebe que o governo quer acabar com o sonho do trabalhador rural, com o trabalhador sem terra”, explica Jobson Passos Lopes, responsável pelo setor de comunicação do MST.

 


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