Força Nacional entra na caçada de “serial killer do DF”; “Muitos merecem morrer”, diz carta

Carta encontrada em casebre que teria sido usado como esconderijo por Lázaro Barbosa replica falas de personagem da trilogia Senhor dos Anéis. Perseguição ao criminoso entra em seu décimo dia

Um grupo de 20 agentes da Força Nacional de Segurança se uniu aos mais de 200 policiais que estão na caçada de Lázaro Barbosa de Sousa, o serial killer do Distrito Federal. Nesta sexta-feira (18), a perseguição ao criminoso, que assassinou brutalmente uma família no dia 9 de junho, entra em seu décimo dia.

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“Um cão farejador achou pano ensanguentado, pode ser até um ferimento grave. Ele tentou acertar um dos cachorros, policiais visualizaram e revidaram. Ele entrou em uma vala e depois, provavelmente, na água, e os policiais perderam o rastro dele”, disse o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, na noite desta quinta-feira (17), após buscas na zona rural do município de Cocalzinho de Goiás.

Miranda participou do tiroteio, que aconteceu por volta das 17h. Moradores de Cocalzinho de Goiás relataram ter ouvido mais de 50 disparos.

“Veio a notícia que houve um disparo contra a equipe da policia, que revidou em um milharal. Ele [Lázaro] desceu e foi para a mata, que é o padrão dele. O cão e o Bope foram atrás. Lá embaixo, ele tentou atirar no cão. Os policiais revidaram e ele entrou em uma vala com água e os policiais perderam a pista dele”, disse o secretário.

Carta
Uma carta foi encontrada em um casebre que teria sido usado como esconderijo por Lázaro Barbosa na região de Edilândia, em Goiás.

Escrito com caneta esferográfica vermelha em uma folha de papel A4, o texto diz que “muitos que vivem merecem morrer, alguns que morrem merece viver”. O material foi apreendido e levado para perícia.

Os policiais investigam se Lázaro escreveu ou apenas carregava o manuscrito, que replica algumas falas de um personagem da trilogia Senhor dos Anéis.

Junto com a carta, foram deixadas frutas dentro de um cesto de palha. Uma toalha rosa forrava a mesa onde o papel foi encontrado.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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