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16 de janeiro de 2018, 12h39

Sindipetro aponta: “O Globo usa de má-fé ao atacar aposentadoria dos petroleiros”

Em editorial publicado nesta segunda-feira (15/1), intitulado "Socializar Prejuízos", o jornal O Globo defendeu, distorcendo completamente os fatos, que trabalhadores de estatais sejam obrigados a cobrir os déficits de seus respectivos fundos de pensão, como se os empregados da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica fossem privilegiados. A verdade, porém, é bem diferente.

Em editorial publicado nesta segunda-feira (15/1), intitulado “Socializar Prejuízos”, o jornal O Globo defendeu, distorcendo completamente os fatos, que trabalhadores de estatais sejam obrigados a cobrir os déficits de seus respectivos fundos de pensão, como se os empregados da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica fossem privilegiados. A verdade, porém, é bem diferente.

Do Sindipetro

Carta aberta do Sindipetro-RJ ao jornal O Globo

Em editorial publicado nesta segunda-feira (15/1), intitulado “Socializar Prejuízos”, o jornal O Globo defendeu, distorcendo completamente os fatos, que trabalhadores de estatais sejam obrigados a cobrir os déficits de seus respectivos fundos de pensão, como se os empregados da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica fossem privilegiados. A verdade, porém, é bem diferente. Vejamos.

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1 – Se os petroleiros recebem suplementação de aposentadoria pela Petros é porque contribuíram durante toda a sua vida laboral para a Fundação, conforme as regras estabelecidas no momento em que ingressaram na empresa. Atualmente, essa contribuição é de 14,6% da remuneração bruta. Como se pode falar em privilégio numa situação dessas? Acaso não é justo que os petroleiros recebam, quando da aposentadoria, a suplementação a que têm direito e pela qual pagaram durante décadas de atividade?

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2 – Quando afirma que os fundos de pensão são “deficitários”, o Globo omite dos leitores as reais causas das dificuldades financeiras vividas por esses fundos. No caso da Petros, não menciona o fato de a Petrobras não ter cumprido a sua parte, gerando uma estratosférica dívida com a Fundação, cujo déficit atuarial gira em torno de R$ 27 bi. Déficit que a gestão Parente agora quer jogar, em parte, sobre os petroleiros, por meio de um injusto equacionamento do Plano Petros 1.

3 – A má-fé de O Globo é ainda patente por não lembrar que a situação financeira de muitos fundos se agravou por conta do uso político de seus investimentos. O que não é (e nunca foi) culpa dos trabalhadores, mas de gestores irresponsáveis.

4 – O Globo também questiona, de forma leviana, o caráter vitalício das aposentadorias nos fundos de pensão. Ora bolas. Aposentadoria, como já dissemos, não é privilégio. É direito adquirido e só faz sentido se for vitalícia. Aposentadorias que não são vitalícias são investimentos, não aposentadorias. Para O Globo, toda previdência é apenas uma mercadoria, e não uma política social fundamental.

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5 – Ao invés de atacar os trabalhadores de estatais que recebem seus proventos dos fundos de pensão, o jornal deveria é questionar o escandaloso ‘acordo’ feito recentemente pela direção da Petrobrás (gestão Pedro Parente) com investidores dos EUA, por meio do qual a empresa concordou em pagar a inacreditável soma de U$ 3 bilhões de dólares a título de ‘indenização’ por supostos ‘prejuízos’ àqueles especuladores. O pagamento desta soma absurda vai com certeza impactar negativamente o caixa da Petrobrás, reduzindo a capacidade de investimento da empresa.

6 – Como entidade representativa dos petroleiros do Rio, o Sindipetro-RJ sempre denunciou (e continuará denunciando) eventuais desmandos na Petros e na Petrobrás, separando o joio do trigo e não abrindo mão, em hipótese alguma, de defender o legítimo direito dos trabalhadores a aposentadoria. Uma simples pesquisa pela internet já mostraria ao autor do texto as dezenas de ações de denúncia feitas nos últimos anos. O que só reforça a má-fé da argumentação

Foto: Divulgação/Petrobras


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