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24 de dezembro de 2019, 16h33

Solto, idoso que atirou em jovem gay deixa o seu prédio em São Paulo

Adel Abdo, de 89 anos, foi preso em flagrante por dar três tiros em um jovem gay depois de afirmar que "viado tem que morrer" mas, mesmo assim, foi liberado após audiência de custódia; moradores do edifício querem a expulsão do aposentado do local

O aposentado Adel Abdo, que efetuou três disparos contra um jovem gay (Reprodução)

Liberado pela Justiça após uma audiência de custódia nesta segunda-feira (23), o aposentado Adel Abdo, de 89 anos, deixou o edifício em que morava no bairro da República, em São Paulo (SP). Essa era uma das condições impostas pelo juiz ao idoso que, no domingo, disparou três vezes contra Rafael Dias, seu vizinho, supostamente por motivações homofóbicas.

O aposentado, inclusive, chegou a cruzar com Dias nesta terça-feira (24) ao passar em seu apartamento para pegar alguns itens e deixar o prédio. O jovem alvejado por um dos tiros desferidos por Abdo, por sua vez, voltava do hospital, onde passou por uma cirurgia.

De acordo com o site Universa, do UOL, que entrevistou moradores do prédio, a vizinhança organizou uma abaixo-assinado pedindo a expulsão definitiva do idoso do local. “Eu estou revoltado, claro. Vou continuar minha vida normal, mas não sei se ele vai continuar morando aqui. Ninguém do prédio o quer mais aqui”, disse o marido da vítima, Anderson Mirapalheta.

Homofobia

O contador Rafael Dias, de 33 anos, foi alvejado por três disparos de arma de fogo feitos por um idoso simplesmente pelo fato de ser gay – ao menos é o que informam as testemunhas.

De acordo com Igor Fernandes, amigo de Rafael, o jovem estava promovendo uma festa em seu apartamento no bairro da República, no centro de São Paulo, quando começou a ser insultado pelo aposentado Adel Abdo, de 89 anos. O idoso, antes de efetuar os disparos, teria dito que iria “meter bala” nos convidados da festa, que “viado tem que morrer” e que não queria “gay no prédio”. “Para ser sincero, a confusão só começou porque era uma festa com pessoas gays”, disse a testemunha.

Após as ameaças e as ofensas homofóbicas, Abdo ficou esperando o dono do apartamento na entrada do prédio e disparou três vezes. Um dos tiros atingiu o rosto de Rafael Dias, que foi internado e submetido a uma cirurgia.

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