DESAPARECIDO

Ambientalista está desaparecido há mais de 48 horas em São Paulo

Adolfo Souza Duarte teria caído de um barco na represa Billings, na última segunda-feira, e desde então não foi mais visto

Adolfo Souza Duarte é marinheiro, educador ambiental e presidente da ONG Meninos da BillingsCréditos: Reprodução / Redes Sociais Adolfo Souza Duarte
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O ambientalista Adolfo Souza Duarte está desaparecido desde a noite da última segunda-feira (1) na zona sul de São Paulo. Segundo relatos de passageiros à polícia, ele conduzia uma embarcação pela represa Billings quando caiu na água e não foi mais visto.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, Duarte teria abordado, perto das 19h30, um grupo de quatro pessoas que frequentava um bar às margens da represa para divulgar o passeio de barco. O grupo teria contratado o serviço e, ao final do passeio, o barco teria dado um tranco jogando o ambientalista e uma passageira na água. A mulher foi resgatada pelos demais passageiros que não teriam encontrado o condutor.

Adolfo Souza Duarte nasceu e cresceu na região, onde é conhecido como “Ferrugem”. Ele é marinheiro, educador ambiental e presidente da ONG Meninos da Billings que tem como objetivo a defesa e preservação ambiental da represa e do seu entorno. Entre as atividades da ONG estão previstos os passeios de barco pela região.

Em depoimento à Folha, o comerciante Allan Marques, de 31 anos, irmão do ambientalista, diz que não acredita na versão dos passageiros. Ele conta que o barco seria conhecido por sua estabilidade e não teria como ter dado solavancos ou trancos conforme relatado. Ainda lembrou que o irmão é graduado pela Marinha e saberia, na pior das hipóteses, nadar até uma margem da represa.

Para o irmão, que acompanha as buscas, a única explicação parece ser a de um assassinato. Já a esposa do ambientalista, a cabeleireira Uiara Duarte, de 39 anos, afirmou para a imprensa que desconhece a possibilidade de que alguém tenha ameaçado o marido. O grupo de passageiros, por sua vez, afirmou em depoimento para a polícia que não conhecia Adolfo e não teria quaisquer razões para cometer violências contra ele.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo seguem na busca por Ferrugem.