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Governador de SP tenta lacrar contra grevistas e é humilhado nas redes

Trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp entraram em greve contra o programa de privatizações da gestão de Tarcísio de Freitas

Governador de SP tenta lacrar contra grevistas e é humilhado nas redes.Créditos: Wilson Dias/Agência Brasil
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recorreu às redes sociais para tentar desqualificar a greve dos trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp, deflagrada na madrugada desta terça-feira contra o programa de privatizações da gestão paulista.

Para Tarcísio, os "sindicatos manipulam os trabalhadores do transporte público estritamente por interesses ideológicos".

Além disso, o governador bolsonarista classifica a greve como "ilegal e abusiva" e afirma que seu único objetivo é "promover o caos e atrapalhar a vida de quem realmente quer trabalhar pelo nosso estado".

No entanto, se Tarcisio de Freitas esperava encontrar respaldo para suas palavras contra os grevistas, o tiro saiu pela culatra, e o governador de São Paulo foi duramente criticado nas redes.

Confira abaixo algumas reações contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas:

 


 

 

 

 

 

Greve

Após assembleia realizada nesta segunda-feira (2), trabalhadores da Sabesp, do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram entrar em greve. A paralisação começou à meia noite e dura por 24 horas. O rodízio de carros está suspenso nesta terça-feira (3).

Horas antes da assembleia, a Justiça de SP decidiu que a operação de trens e metrôs deve estar funcionando em 100% da sua capacidade nos horários de pico. O Sindicato dos Metroviários irá recorrer da decisão ao longo da paralisação.

A proposta inicial dos trabalhadores era que durante a greve todos trabalhassem normalmente, mas não cobrassem as tarifas da população.

No entanto, o governo Tarcísio de Freitas não aceitou negociar alegando que a liberação das catracas teria sido proibida por decisão judicial por conta de “altos riscos de tumultos e possíveis acidentes nas estações”.

Na mesma publicação, o governo também se diz vítima de perseguição política por parte de “sindicalistas truculentos”. Declara que a greve é ilegal e acusa os trabalhadores de “transformarem a população em refém”.

A principal reivindicação dos trabalhadores é exatamente o fim e o cancelamento de todos os processos de privatização e terceirização em curso que afetem Metrô, CPTM e Sabesp. Também está na pauta um plebiscito para que a população decida se quer ou não continuar com as privatizações.

“Se privatizar metrô e CPTM as tarifas desses serviços vão aumentar e os serviços vão piorar. Basta vermos o que aconteceu nas linhas Esmeralda e Diamante. Depois que privatizou virou o caos. Então é greve unificada. E se o governador topar, a gente libera as catracas”, declarou Camila Lisboa, presidenta do Sindicato dos Metroviários.