HIGIENISMO

VÍDEO: homem defende tese absurda para conter violência no Rio de Janeiro

Após onda de assaltos no centro do Rio, grupos de justiceiros foram às ruas para espalhar terror

VÍDEO: homem defende tese absurda para conter violência no Rio de Janeiro.Créditos: Reprodução redes sociais
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Viralizou neste final de semana um vídeo com imagens de um homem que, ao tentar ajudar uma mulher vítima de assalto em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi nocauteado pelos criminosos.

O programa Balanço Geral, da TV Record, localizou o homem, identificado como Marcelo Benchimol, e conversou com ele. Durante sua fala, a vítima defendeu a tese de controle populacional como forma de conter a violência.

"Eu acho isso [violência] um problema universal. Temos gente demais! Temos pessoas sem formação, sem condição de crescer em nada, a tecnologia está vindo aí, menos campo de trabalho... A gente já deveria pensar em fugir da armadilha malthusiana para entrar na transição demográfica. Menos gente, menos nascimentos. Sabe, não dá", disse o homem identificado como Marcelo.

A tese à qual o homem se refere foi desenvolvida por Thomas Malthus em 1798. Para o clérigo, com o crescimento da população, haveria escassez de alimentos e, consequentemente, a pobreza seria o destino da humanidade, daí a defesa do controle populacional.

No entanto, ao longo dos anos, as teses defendidas por Malthus caíram por terra, visto que muitas regiões do planeta passaram justamente pelo movimento contrário, ou seja, morreram mais pessoas do que nasceram, e mesmo assim as discrepâncias sociais e a miséria permaneceram.

Dessa maneira, os economistas socialistas, a partir do século XIX, passaram a apontar que a fome, violência e pobreza nada têm a ver com o crescimento demográfico, mas sim com o modo de produção capitalista, que tem em sua estrutura a acumulação de capital, fato comprovado durante o século XX com o surgimento dos chamados "super ricos".

Vingadores? Bad-boys e lutadores de jiu-jitsu "caçam" menores infratores em Copacabana


Com pedaços de pau, tacos de beisebol, soco-inglês e sob escolta de homens armados, um grupo de bad-boys e lutadores de jiu-jitsu percorreram as ruas de Copacabana entre a noite de terça-feira (5) e a madrugada desta quarta-feira (6) para "caçar" menores infratores que cometem assaltos e pequenos delitos na região de classe média alta na zona sul do Rio de Janeiro.

Uma série de vídeos publicados nas redes sociais mostram a ação dos homens, que combinaram a ação em grupos de WhatsApp, e percorreram as ruas em bando, todos vestidos de preto.

Uma das imagens mostra a tentativa de linchamento de um dos supostos assaltantes, que é agredido a socos e pauladas pelo grupo. A ação teria ocorrido em Botafogo, também na zona sul. Em outro vídeo, um homem aparece com a cabeça ensanguentada - veja ao final da reportagem (IMAGENS FORTES).

Pelas redes, um dos homens convoca para a ação do grupo. "E ai, rapaziada de Copacabana? Qual vai ser? Vamos deixar os caras fazerem o que querem aqui no nosso bairro mesmo? Cadê a nossa rapaziada de 2015 que botou esses caras tudo pra correr?", indaga o rapaz, lembrando uma ação já ocorrida de "justiceiros" na região. 

Professor e mestre em Jiu-Jitsu, Fernando Pinduka foi um dos que convocaram a ação em publicação divulgada no seu perfil no Instagram, com mais de 109 mil seguidores. Na postagem, ele classifica como "limpeza" a violência contra os menores infratores.

"Seria fantástico um engajamento das academias e de lutadores da localidade participando dessa idéia , abraçando o projeto de limpeza em Copacabana", escreveu.

 

A ação teria sido organizada após um assalto sofrido pelo empresário Marcelo Rubim Benchimol, que levou chutes e socos até desmaiar na Avenida Nossa Senhora de Copacabana ao tentar defender a personal trainer Natália Silva. O ataque aconteceu no sábado (2).

O portal G1, da TV Globo, teve acesso às trocas de mensagens nos grupo de WhatsApp, em que os autoproclamados "justiceiros" ser organizam em pelotões para "caçar" - como definem - que promove assaltos na região.

No grupo, os participantes, a maioria moradores de classe média-alta da região, mostram soco-inglês, pedaços de pau, tacos e afirma que haverá "retaguarda de peça", em relação a grupos armados que dariam sustentação à ação.

“Eu vou partir assim, quebrar osso da cara. Deixar eles [SIC] pior do que eles deixaram o coroa”, disse um integrante do grupo União dos Crias mostrando um soco-inglês.

“To pensando em levar umas cordas e fita crepe também. Deixar esses vermes pelados na pista, amarrar uns no poste de exemplo e ‘crepar’ outros iguais múmia”, diz um dos participantes.

“É perder muito tempo isso, tem que arrebentar e sair saindo”, responde outro.

Veja prints das mensagens e abaixo os vídeos.