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25 de junho de 2019, 10h19

The New Yorker diz que Marta “permitiu às meninas sonharem em ser algo que jamais viram”

Segundo a revista, a jogadora brasileira foi forjada “em um Brasil onde o futebol feminino era proibido até 1981”, que não reconhece nela a mesma grandeza dos jogadores, homens, como Pelé, e pergunta: será que Marta não é brasileira?

Marta é destaque na revista estadunidense The New Yorker (Reprodução)

A revista The New Yorker, uma das mais lidas nos Estados Unidos, publicou nesta segunda-feira (24) um perfil da jogadora brasileira Marta, repercutindo a emotiva reação da atleta após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de Futebol Feminino, no dia anterior.

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Segundo a revista, Marta enfrentou, ao longo de sua carreira, o sexismo e as barreiras sociais de “um país onde o futebol feminino era proibido até 1981, e que mesmo nesta década ainda registra casos de meninas que são desestimuladas a praticar o esporte”.

Logo, conta a história de como ela cresceu com “o desafio de sempre mostrar que era melhor que os meninos que a enfrentavam, para que eles não a espancassem”, e questiona porque somente Pelé é considerado símbolo do “jogo bonito” que o Brasil defende mundo afora como característica do seu futebol: “será que a Marta não é brasileira?”, pergunta o periódico estadunidense.

A matéria, assinada pela colunista Louisa Thomas, narra algumas jogadas históricas da craque brasileira, como o drible desconcertante sobre a zagueira Tina Ellertson para fazer um dos gols mais bonitos da sua carreira, na semifinal da Copa do Mundo de 2007, quando ela tinha 21 anos.

“Marta fazia coisas assim com frequência. Este ano é o vigésimo aniversário da seleção Estados Unidos campeã mundial de 1999, que inspirou muitas jovens a acreditar que as garotas poderiam se tornar atletas poderosas, mas Marta fez outra coisa: deu permissão às meninas para sonhar em se tornar algo que ninguém jamais havia visto”, comenta a jornalista estadunidense.

A matéria também repercute as palavras de Marta ao final da partida deste domingo, contra a França, se somando ao alerta de que o Brasil “não terá uma Marta para sempre”, e que é preciso apostar na renovação.


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