Entrevista exclusiva com Lula
08 de agosto de 2019, 08h09

Torcedor do Corinthians diz ter sido agredido por PMs em “salinha do terror” após críticas a Bolsonaro

Rogério Lemes teria sido agredido dentro de sala na Arena Corinthians. "Você não é o valentão? Você não gosta de ofender o presidente?” teriam dito os policiais a ele dentro da "salinha do terror"

Rogério Lemes, que foi preso no jogo do Corinthians, por gritar contra Bolsonaro (Reprodução/Facebook)

O torcedor corintiano Rogério Lemes registrou denúncia na Ouvidoria da Polícia do Estado nesta quarta-feira (7) afirmando ter sido agredido em uma das salas da Arena Corinthians antes de ser conduzido ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Lemes afirmou que permaneceu durante o primeiro tempo no que define como “salinha do terror”. A agressão ocorreu durante o clássico no domingo (4) entre Corinthians e Palmeiras, no Itaquerão. Abordagem da PM e agressões ocorreram por Rogério ter xingado o presidente Jair Bolsonaro, segundo a vítima.

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Na denúncia, o torcedor afirma que, ao gritar pela quinta vez contra Bolsonaro, um policial o abordou perguntando “o que você está falando aí?”. “No mesmo momento, um outro policial militar o agarrou por trás, aplicando um mata leão, o que o fez cair, já quase desfalecendo, quando foi algemado de forma que machucou seus pulsos”, conta o texto.

Antes de ser levado ao Jecrim, já dentro da sala, Lemes relata ter sido derrubado pelos policiais, mesmo portando prótese na perna por conta de um problema no fêmur. Segundo ele, o ironizavam: “Você não é o valentão? Você não gosta de ofender o presidente?”. O torcedor completa dizendo que “nunca imaginaria que houvesse uma dependência, certamente de conhecimento de todos, cuja finalidade remonta aos piores anos da ditadura militar. Estou indignado”.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) disse, em nota, que “o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) instaurou inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias relacionadas a ocorrência”. A Ouvidoria enviou a denúncia à Corregedoria da Polícia Militar, e cabe a ela aceitar o pedido para assumir a investigação do caso, por agressão e abuso de autoridade.


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