sexta-feira, 25 set 2020
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“Trabalhávamos com baby beef, alcatra e picanha. Hoje é costela, coxão duro e acém”, diz dono de restaurante por quilo

Com a disparada dos preços das carnes, que subiram em média 35,5% em novembro em relação a outubro, restaurantes de São Paulo são obrigados a aumentar os preços ou substituir pratos do cardápio, de forma a não afetar o bolso do cliente. Muitos estabelecimentos deixaram de comprar carne de primeira, por exemplo, para oferecer produtos de menor qualidade.

“Trabalhávamos com baby beef, alcatra e picanha. Hoje é costela, coxão duro e acém”, conta Amari Ribeiro Barbosa, proprietário de um restaurante por quilo na Penha, zona leste de São Paulo. No entanto, não são todos os restaurantes que podem realizar a mudança. “Nos pratos à la carte não podemos trocar o tipo de carne”, conta Eugênia Lima Castilho, proprietária de um restaurante na Cidade Patriarca, também na zona leste. “Aí, aumentamos o preço dos pratos: de R$ 32,50 para R$ 34,90, no filé mignon à parmegiana, e o da picanha foi de R$ 42 para R$ 45”, diz.

De acordo com a reportagem do jornal Agora, que consultou 15 estabelecimentos da capital, teve até churrascaria que abandonou o churrasco para virar um restaurante convencional. “Paramos de trabalhar com cortes de churrasco, ficamos só com as opções tradicionais de restaurante: picadinho, frango, essas coisas mais comuns”, conta o funcionário de um restaurante que fica na Grande São Paulo. “Sou churrasqueiro e já estou quase desempregado”, comenta.

Trocar a carne bovina por frango, por exemplo, não é a saída no momento. Em alguns açougues da capital paulista, o preço do frango quase dobrou, passando de R$ 8,90/kg para R$ 15,90. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto,  tem defendido o alto preço do alimento como uma reação do mercado e rechaçou qualquer medida que busque baratear o produto.

Redação
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