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28 de fevereiro de 2020, 17h09

Tragédia à vista: Navio encalhado no Maranhão já espalha óleo em um raio de 1 km

Embarcação de bandeira sul-coreana carrega 300 mil toneladas de ferro da Vale, além de quatro milhões de litros de combustível e óleo

Foto: Ibama

O litoral brasileiro mal se recuperou do vazamento de óleo que atingiu praias do Nordeste no ano passado e uma nova tragédia ambiental já pode ser avistada. O navio MV Stella Banner, de bandeira sul-coreana, que encalhou no início da semana a 100 km da costa do Maranhão quando estava a caminho da China, já espalha óleo em um raio de 1 quilômetro no oceano.

O vazamento foi identificado através de uma inspeção aérea do Ibama.

A embarcação carrega 300 mil toneladas de ferro da Vale, além de quatro milhões de litros de combustível e óleo, mas ainda não há informações precisas sobre o tipo de produto vazado e nem sua quantidade.

De acordo com a empresa Polaris, proprietária do navio, é provável que o olho que está se espalhando seja, na verdade, o chamado “óleo morto” do porão, e não vazamentos dos tanques de combustível – o que não atenua os impactos ambientais que o produto pode causar. A companhia informou ainda que está monitorando de perto a situação e que uma equipe anti-poluição já está no local.

Segundo a Marinha, as causas do acidente ainda não foram identificadas. Há, até o momento, quatro rebocadores no local para caso de emergência.

“É muito cedo poder dizer alguma coisa. Ela [Polaris] vem acompanhando e empregando dois navios do 4ª Distrito Naval de São Luís, um com previsão de chegada nas próximas 24h e outro no sábado (29). Hoje nós temos uma aeronave no local, que se apresentou a cena de ação e está com o nosso chefe do gabinete de crise. Hoje a embarcação está encalhada, na região não tem profundidade suficiente para cobrir a embarcação”, disse o comandante da Capitania dos Portos, Alekson Porto.

A Vale, detentora do minério de ferro que está no navio, por sua vez, informou que está atuando com suporte técnico-operacional, com o envio de rebocadores, e colaborando com as autoridades marítimas.


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