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18 de novembro de 2019, 08h23

Tratados como “trouxas” por Bolsonaro, caminhoneiros articulam greve

Insatisfação da categoria vem após o governo colocar novamente em vigor a tabela do frete, que estava suspensa desde julho

Foto: Divulgação

Depois que o governo de Jair Bolsonaro voltou a colocar em vigor a tabela do frete, suspensa desde julho, caminhoneiros voltaram a se articular em grupos de WhatsApp para planejar nova greve geral ainda este ano. Trabalhadores se sentem traídos e dizem que Bolsonaro os tratou como “trouxas”.

Em áudio enviado pelo líder Marconi França aos colegas, ele afirma que o governo só tinha suspendido a tabela para “ganhar tempo”. Outra liderança, Ronaldo Lima, também compartilhou no grupo de WhatsApp mensagens enviadas ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, dizendo que houve covardia e falta de interesse em negociar do governo.

Muitos caminhoneiros consideram que a retomada da tabela evidencia o fim do impasse entre governo e categoria, o que só poderia ser novamente articulado através de greve. Outros afirmam que a solução seria uma maior frequência em audiências públicas que tratam dos pisos, com o objetivo de conseguir um melhor cálculo na atualização deles em 2020.

A nova resolução do governo põe em vigor novamente os pisos da tabela do meio do ano, que foram considerados baixos pelos caminhoneiros, mas agora com a premissa de que os valores apontados contemplam apenas os custos do transporte e uma margem de lucro deve ser negociada entre os autônomos e as empresas que contratam o frete.

Com informações do Painel S/A, da Folha de S.Paulo.


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