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03 de agosto de 2019, 16h01

Tropa de elite da PM no Pará fala em decapitação como “pena de morte à brasileira”

"Arranca a cabeça e deixa pendurado. É a Rotam patrulhando a noite inteira. Pena de morte à moda brasileira", cantou a tropa, três dias após rebelião em presídio que resultou em 16 decapitações

Foto: Marco Santos/ Divulgação Governo do Pará

Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra oficiais da tropa de elite da Polícia Militar do Pará cantando música que fala de decapitação como “pena de morte à brasileira”.

As imagens foram gravadas na última quarta-feira (31), durante um evento comemorativo pelos 13 anos do Batalhão de Polícia Tática (Bpot), conhecido como Rotam.

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Na gravação, o batalhão marcha em direção ao governador do estado, Helder Barbalho (MDB). Em coro, os policiais cantam: “Arranca a cabeça e deixa pendurado. É a Rotam patrulhando a noite inteira. Pena de morte à moda brasileira”. A Constituição Federal de 1988 proíbe a pena de morte no Brasil.

Dezesseis decapitados

O ato ocorreu três dias após a rebelião que resultou na morte de 58 presos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, sudoeste do estado. De acordo com o Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), na ação, 16 detentos foram decapitados.

Um levantamento realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no estado do Pará, revela que dos 58 mortos, 38 eram presos provisórios, ou seja, ainda aguardavam julgamento.

Segundo dados do relatório produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presídio tem capacidade máxima para 163 internos. No entanto, registrava 343 custodiados. O massacre foi o maior no país desde o do Carandiru (SP) em 2001.

Em nota, a Polícia Militar do Pará informou que a canção entoada durante a cerimônia de aniversário do Batalhão de Polícia Tática não se trata de um cântico oficial da Rotam ou de qualquer outra unidade da instituição.

*Com informações de O Globo

Assistam ao vídeo:


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