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31 de julho de 2019, 09h45

Executivos da cervejaria Petrópolis, dona da Itaipava, são presos pela Lava Jato

Foram expedidos mandatos de de prisão temporária contra seis executivos do grupo Petrópolis, entre eles, Walter Faria, controlador da empresa. A suspeita é de que a cervejaria ajudava a Odebrecht em esquema de propinas

Brasão da Polícia Federal (Reprodução)

A  Justiça Federal de Curitiba expediu nesta quarta-feira (31), mandados de de prisão temporária contra seis executivos do grupo Petrópolis, dono da marca de cervejas Itaipava, e 33 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos está Walter Faria, controlador do grupo.

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A investigação da Lava Jato, segundo o Ministério Público Federal, aponta que Faria auxiliava a Odebrecht na entrega de “propina travestida de doação eleitoral” de acordo com os interesses da empreiteira, além de transferir “valores ilícitos recebidos em suas contas para agentes públicos beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras”.

Em troca, investimentos no grupo Petrópolis teriam sido realizados e Faria teria recebido recebeu remessas de dólares no exterior. Segundo a Lava Jato, o executivo recebeu 88 milhões de dólares da Odebrecht de março de 2007 a outubro de 2009 por meio da offshore Legacy International Inc. em conta no banco Antigua Overseas, de Antigua e Barbuda.

Entre agosto de 2011 e outubro de 2014, outros 18,5 milhões teriam sido pagos ao controlador através das offshores Sur trade Corporation S/A, e Somert S/A Montevideo.

Segundo o procurador do MPF Felipe D’Elia Camargo, “as investigações apontam para um esquema milionário de lavagem de dinheiro em que o grupo Petrópolis atuou em favor da Odebrecht na gestão, disponibilização e destinação de valores ilícitos”.


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