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10 de outubro de 2019, 17h53

URGENTE: Vereadora Juliana Cardoso (PT) é detida pela polícia em SP

A vereadora petista foi enquadrada de forma arbitrária e truculenta enquanto se encaminhava com familiares de Preta e Sidney para a soltura dos líderes de movimentos de moradia

Reprodução

A vereadora Juliana Cardoso (PT-SP) foi detida de forma truculenta e arbitrária na tarde desta quinta-feira (10) pela Polícia Militar de São Paulo. Ela estava em um carro com familiares de Janice Ferreira (conhecida como Preta Ferreira) e Sidney Ferreira para acompanhar a soltura dos líderes de movimento de moradia, que estavam presos desde junho e tiveram habeas corpus acatado pela Justiça mais cedo.

De acordo com a assessoria de imprensa da vereadora petista, os PMs abordaram o carro de Juliana com armas em punho e, mesmo após a parlamentar ter se identificado, os agentes fizeram ela se apoiar nas paredes com as mãos na cabeça.

Juliana e os familiares de Preta e Sidney ficaram detidos por mais de uma horana Rua Jaceguaí, região central da capital paulista, cercados por seis viaturas da PM. Ela foi liberada em seguida e, em vídeo divulgado nas redes sociais, detalhou a truculência com que foi abordada pela PM.

“Me senti ameaçada” 

“Eu fui informada depois que eles já estavam atentos a placa do carro de uma das irmãs da Preta e do Sidney e por isso que houve a abordagem, mas eles não faziam ideia que eu estava no carro junto com eles. Então, você vê que foi uma abordagem direcionada. Mais uma vez, uma ação truculenta, direcionada, para poder pegar os militantes que são vinculados ao movimento de moradia do centro. É inadmissível a gente ter um estado desse, que tem que ajudar as pessoas a terem segurança, parar, por mais de três horas, seis viaturas para fazer uma ação truculenta”, declarou Juliana.

A vereadora conta que foi junto de familiares de Sidney e Preta para ajudar na liberação dos ativistas. Segundo ela, desde a abordagem os policiais já se colocavam de forma muito agressiva. “Paramos o carro e eles já com as armas em punho e eu, imediatamente, já me identifiquei como vereadora dizendo que estávamos ali prontos para entregar os documentos que fossem necessários. Mesmo assim, o policial não me ouviu e imediatamente me pediu para colocar a mão na cabeça e encostar na parede. Eu disse que eu já estava me identificando e podíamos me dialogar melhor. Ele continuou bem agressivo, com a arma na direção do meu rosto”, relata. Saiba mais aqui.

Fascismo, Pacote Anticrime do Moro, Juliana Cardoso e Preta Ferreira


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