Fórum Educação
22 de Maio de 2020, 06h18

Véio da Havan diz que São Paulo é o estado mais comunista: É o grande problema do Brasil

O empresário bolsonarista ainda chamou de "ativista político" o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, de Marília, interior paulista, por lacrar a unidade da rede na cidade, que começou a vender arroz e feijão para manter as portas abertas

Luciano Hang e Jair Bolsonaro (Reprodução/Facebook)

Luciano Hang, o véio da Havan, disse, em entrevista à revista Veja nesta quinta-feira (22), que “o grande problema não só da Havan, mas do Brasil, é São Paulo”, que considera o estado “mais comunista” do país.

“Eu sempre falo que o Brasil é um país comunista, onde o poder público quer mandar no cidadão. Aliás, hoje o estado mais comunista do Brasil se chama São Paulo. São Paulo hoje quer mandar na população. Veja que pararam tudo há 60 dias atrás, quando a maioria das cidades não tinha nenhum caso de Covid-19. Isso é coisa de maluco, de incompetente, de quem não sabe administrar. O grande problema não só da Havan, mas do Brasil, é o estado de São Paulo”, afirmou ele, ressaltando que as 11 lojas dele em São Paulo representam entre 15% e 20% do faturamente da rede.

O empresário bolsonarista ainda criticou o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, de Marília, interior paulista, por lacrar a unidade da rede na cidade, que começou a vender arroz e feijão para manter as portas abertas, alegando ser um hipermercado.

“O juiz não tem de dar opinião dele, tem de se ater a fatos. O juiz de Marília está sendo ativista político. Ele tem ideologia, é diferente. Foi o único que deu uma decisão esdrúxula e pessoal”, disse Hang, que se coloca como “vítima de juízes, de procuradores, de promotores, que usam sua caneta para impor sua ideologia”.

Em sua decisão, o juiz diz que “sustentar em juízo que a Havan é supermercado, com todas as vênias, é atentar contra a realidade dos fatos e basta uma simples consulta ao sítio eletrônico da empresa impetrante para que se possa chegar a tal conclusão”.

“Viola não apenas o princípio da legalidade, mas também o da isonomia, conferindo a impetrante favorecimento frente a outras lojas de departamento desta mesma urbe e estabelecendo verdadeira concorrência desleal, o que não se pode conceber”, decidiu o magistrado.


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