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03 de setembro de 2019, 06h45

Vice-presidente da FGV recomenda a professores e alunos artigo de Mourão sobre a Amazônia que diz que o presidente “não mente”

O artigo levanta supostas "infâmias" criadas sobre a região da floresta, como "maus tratos a índios", e prega a "soberania brasileira sobre a Amazônia"

Mourão e Sergio Quintella (Montagem)

O vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, Sergio Quintella, escreveu uma carta aos professores e alunos da instituição recomendando a leitura de um artigo do general Hamilton Mourão intitulado “A nossa Amazônia“. O artigo foi publicado no jornal Estado de S.Paulo, no dia 28 de agosto, e em tom ufanista prega a “soberania brasileira sobre a Amazônia”, com o argumento de que a região “sofre com uma campanha internacional movida contra o Brasil”, mas que o governo e o presidente “não mentem”.

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Entre a lista das supostas “infâmias” disseminadas sobre a Amazônia que o texto de Mourão cita estão “acusações de maus-tratos a indígenas, uso indevido do solo, desflorestamento descontrolado e inação governamental perante queimadas sazonais”. O general alega que “o Brasil não mente. E tampouco seu presidente, seu governo e suas instituições”.

Mourão ainda propõe uma recapitulação da “história da conquista da Amazônia”, alegando que “o Brasil jamais prescindiu da cooperação das nações condôminas desse patrimônio reunidas no Pacto Amazônico”. Em determinado momento do texto, o vice-presidente também manda uma provocação ao grupo do G7, em especial a Emmanuel Macron, mencionando “a velha ambição disfarçada por filantropia de fachada” como algo presente no debate internacional sobre a Amazônia.

O jornalista da revista Piauí, José Roberto de Toledo, publicou em seu Twitter a carta de Sergio Quintella aos corpos docente e discente da FVG. O jornalista também fez menção aos professores da instituição. “Se você for professor da FGV não precisa curtir o tuíte anterior mesmo que concorde. Minha solidariedade”, escreveu.

 


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