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09 de setembro de 2019, 13h34

Violência contra a mullher não para de crescer no Brasil e números repercutem nas redes

Ministério da Saúde revelou que uma mulher é agredida a cada 4 minutos no país

Maria da Penha Maia Fernandes vítima de violência doméstica dá nome à lei contra.

O Ministério da Saúde revelou que, no Brasil, a cada quatro minutos uma mulher sofre violência física. Esse número conta apenas as que sobrevivem às agressões, já que as taxas de feminicídio levam outra categorização. Ainda, no ano passado, foram registrados mais de 145 mil casos de violência física, sexual, psicológica e de outros tipos em que as vítimas sobreviveram.

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A conclusão vem de dados inéditos do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), que também revelou aumento de 53% nos registros de violência sexual. Nesse tipo de agressão, 7 em cada 10 vítimas são crianças e adolescentes, ou seja, têm até 19 anos.

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, comentou nesta segunda-feira (9) sobre o aumento de violência dizendo que número é reflexo da luta por direitos. “Em uma sociedade machista como a nossa e com um presidente que despreza as mulheres, cada vez se faz necessário lutarmos por espaço e igualdade”, escreveu.

A deputada federal Sâmia Bomfim também repercurtiu a pesquisa, dando destaque para o registro de 145 mill notificações de violência contra a mulher no ano passado. “O que a ministra Damares Alves está fazendo diante desses números?”, questionou, mas sem resposta. Até então, a minista da Mulher, Família e Direitos Humanos não se pronunciou sobre os dados, divulgados pela reportagem da Folha de S.Paulo.

Com relação à violência física, as principais vítimas são mulheres de 20 a 39 anos, correspondendo a 55% dos casos. Em quase todos os casos de violência, o agressor da mulher é uma pessoa próxima: pai, padrasto, irmão, filho, ou, principalmente, ex ou atual marido ou namorado. Além disso, é em casa onde as mulheres são, na maioria das vezes, agredidas: 70% dos casos ocorrem em residência.

São Paulo

No começo deste mês, foi revelado que a gestão do governador João Doria (PSDB) omitiu o único dado de violência que teve crescimento em São Paulo – o de homicídio doloso contra mulheres. Em comparação com 2018, este ano registrou um crescimento de 220% nos assassinatos de mulheres. Segundo a pasta, a falta desse único dado no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP) se deu por conta de “um erro no sistema”.

 


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