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09 de julho de 2019, 18h33

Violência policial: Homem é assassinado no cinema em frente à filha

Testemunhas contam que os dois saíram da sala aos golpes, e que o policial resolveu terminar com a briga usando uma arma que trazia (não está especificado se usou a arma do trabalho ou uma pessoal), e atirou contra o pescoço da vítima, que faleceu minutos depois. Por se tratar de um filme infanto-juvenil, a cena foi presenciada por muitas crianças e adolescentes.

Entrada do Shopping da cidade de Dourados. (Foto: Reprodução)

Uma tragédia banal aconteceu na cidade de Dourados (MS) durante uma simples sessão de cinema. Júlio César Cerveira Filho havia ido com sua filha assistir ao filme “Homem-Aranha: Longe de Casa”, quando teve uma discussão com o policial militar Dijavan Batista dos Santos, que resolveu a disputa atirando contra Cerveira, que morreu no local.

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Segundo o delegado Rodolfo Daltro, a briga teria começado por uma discussão sobre poltronas. No boletim de ocorrência, está apenas a versão do policial militar, afirmando que a vítima “começou a abrir braços e pernas” ao lado do seu filho mais velho (de 14 anos), fazendo com que o pai trocasse de lugar com o garoto. Em sua versão, Batista também diz que Cerveira, ao se levantar para sair, teria batido no rosto do adolescente.

Testemunhas que estavam no cinema contam que os dois homens saíram da sala aos golpes. Foi então que Batista resolveu terminar com a briga usando uma arma que trazia (não está especificado se usou a arma do trabalho ou uma pessoal). Sacou o revólver e atirou contra o pescoço de Cerveira, que faleceu minutos depois, na frente de sua filha, que acompanhou toda a cena. Por se tratar de um filme para público infanto-juvenil, a cena acabou sendo presenciada também por muitas crianças e adolescentes que estavam no cinema.

Segundo a PM do Mato Grosso do Sul, Batista ligou para a delegacia admitindo ser o autor do crime, e se posteriormente se apresentou. O policial foi preso em flagrante. Ainda não há informações sobre a defesa do policial.


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