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09 de março de 2018, 21h43

Vitória parcial dos estudantes: Ocupação na reitoria da UFRGS continua no final de semana

Apesar de a Justiça ter dado prazo para que a reitoria fosse desocupada ainda hoje, estudantes conseguiram agendar uma reunião com o reitor na segunda-feira (12) e permanecerão ocupando o prédio até lá. Protesto é contra o desmonte da política de cotas da universidade

Foto: Guilherme Santos/Sul 21

Os movimento negro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conseguiu uma vitória parcial na noite desta sexta-feira (9). Apesar da liminar da Justiça que autoriza a reintegração de posse da reitoria, ocupada desde quarta-feira (7), os estudantes conseguiram agendar uma reunião com o pró-reitor de Graduação, Vladimir Nascimento, para segunda-feira (13). A ocupação, portanto, segue durante o final de semana, até a reunião.

A reitoria da UFRGS foi ocupada por estudantes ligados ao movimento negro em protesto contra as mudanças na política de cotas implementada no início do ano pela universidade. Em uma portaria promulgada em fevereiro, a UFRGS definiu que poderão ter acesso às vagas destinadas para negros (pretos e pardos) alunos que comprovarem por meio de documentação ascendência negra até a geração dos avós. O movimento considera a decisão equivocada, uma vez que defende que apenas estudantes que apresentem características fenotípicas do negro devem ter acesso a essas vagas, e um retrocesso na construção das políticas de ação afirmativa da universidade.

Caso os estudantes e a reitoria não cheguem a um acordo na segunda-feira, a Universidade pode solicitar a intervenção da Brigada Militar para realizar a desocupação. Os alunos, por sua vez, prometem permanecer com a ocupação até que suas reivindicações sejam atendidas.


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