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14 de setembro de 2017, 15h07

Vocalista do Raça Negra fala sobre abuso infantil e deixa internautas em fúria

Pagodeiro Luiz Carlos disse que algumas meninas se comportam como mulher e que seria interessante evitar o uso de roupas curtas e maquiagem.

Pagodeiro Luiz Carlos disse que algumas meninas se comportam como mulher e que seria interessante evitar o uso de roupas curtas e maquiagem.

Da Redação*

No programa Encontro co Fátima Bernardes, na TV Globo, nesta quinta-feira (14), pela manhã, o tema em discussão foi crianças que sofrem abuso sexual. A polêmica foi estabelecida quando Luiz Carlos, vocalista do grupo de pagode Raça Negra, que participava do programa, teve a infeliz ideia de opinar sobre o assunto.

O pagodeiro declarou que “algumas meninas se comportam como mulher e que seria interessante evitar o uso de roupas curtas e maquiagem”. Nas redes sociais, os telespectadores repudiaram os comentários do artista. “Que pensamento machista do Luiz”, afirmou uma internauta no Twitter.

Outros comentários na rede social: “O cara do Raça Negra pagando mico no Encontro com Fátima Bernardes. Vergonha alheia”; “Luiz mostrando o contrário total, do que é a proposta do programa hoje!”. “Raça Negra era legal até o Luís Carlos dizer que meninas deviam evitar usar batom e roupas curtas para evitar o abuso sexual”; “Sempre tem alguém que fala bobagem no #encontro dessa vez foi o Luiz do raça negra dizendo que as meninas ñ tem que usar roupas curtas”; “Que cara ridículooooooooo. Agora uma menina de 12 n pode passar batom pra ir pra escola pq ela está se tratando como mulher?”; “No dia em que eu paro pra assistir o encontro tem homem vomitando comentário machista”; “Putz! O “raça negra” dizendo que chama atenção da filha pra não usar roupas muito curtas, pois pode ser “caçada. Meu Deus”.

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Desculpas

À tarde, Luiz Carlos se arrependeu e acabou pedindo desculpas: “Tenho 60 anos e tive uma criação muito rígida, minha convicção é plena em dizer que não existe justificativa para violência. [No programa] eu me referia a pular fases, criança é criança só isso. O mau elemento enxerga com outros olhos o que nós enxergamos com naturalidade. A nossa cultura sempre foi machista, mas espero que esta e as próximas gerações possam se transformar. Só peço que não confundam excesso de zelo num mundo doentio com acreditar que meninos e homens sejam corretos em suas atitudes maldosas. Peço desculpas se ofendi ou se fui mal interpretado”.

*Com informações do UOL

Foto: Wikimedia Commons


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