Witzel e esposa viram réus por corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

Durante depoimento na CPI do Genocídio, o ex-governador do Rio disse que “não era acusado de improbidade administrativa”; agora, o cenário mudou

Depois de um depoimento ruidoso na CPI do Genocídio, nesta quarta-feira (16), Wilson Witzel teve uma péssima notícia. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) acatou denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro e sua esposa, Helena Witzel.

Além do casal, viraram réus o pastor Everaldo, o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, e o empresário Lucas Tristão, ex-secretário de desenvolvimento econômico, de acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo.

Todos são acusados de formar organização criminosa, com o objetivo de praticar crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e peculato, bem como lavagem de dinheiro dos crimes (há remessas enviadas, principalmente, para Portugal e Uruguai).

Pediu para sair

Witzel havia pedido para depor na CPI. No entanto, antes do término da oitiva, pediu para sair e afirmou que “não era acusado de improbidade administrativa”. Porém, em seguida, ele virou oficialmente réu.

Outros que foram transformados em réus no mesmo processo: Gotardo Lopes Neto, Edson da Silva Torres, Vitor Hugo Barroso, Nilo Francisco da Silva Filho, Cláudio Marcelo Santos Silva, José Carlos de Mello e Carlos Frederico Lorette da Silveira.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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