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10 de julho de 2019, 12h57

Bruno Covas dispara contra Aécio Neves: “ou ele, ou eu”

"É um ou outro. É incompatível", disse Covas sobre permanência de Aécio Neves PSDB

Em 2008, Aécio Neves entregou a Bruno Covas a Medalha de Honra da Inconfidência, do Governo de Minas Gerais | Foto: Divulgação
Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo, endureceu o tom contra Aécio Neves, deputado federal pelo partido por Minas Gerais, em defesa da expulsão do correligionário. Covas faz parte do grupo que agora ocupa a posição majoritária no partido e que busca remover Aécio dos quadros tucanos. “Já [me] manifestei diversas vezes no sentido da expulsão do deputado Aécio Neves do partido. Recentemente, o diretório municipal aqui da capital também enviou oficio à direção nacional do partido, solicitando que fosse aberto um processo dentro do conselho de ética do PSDB. E, se o diretório do PSDB de Belo Horizonte quer...

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo, endureceu o tom contra Aécio Neves, deputado federal pelo partido por Minas Gerais, em defesa da expulsão do correligionário. Covas faz parte do grupo que agora ocupa a posição majoritária no partido e que busca remover Aécio dos quadros tucanos.

“Já [me] manifestei diversas vezes no sentido da expulsão do deputado Aécio Neves do partido. Recentemente, o diretório municipal aqui da capital também enviou oficio à direção nacional do partido, solicitando que fosse aberto um processo dentro do conselho de ética do PSDB. E, se o diretório do PSDB de Belo Horizonte quer a minha expulsão, essa é uma boa decisão então que fica agora para o PSDB nacional: ou eu ou Aécio Neves no partido”, afirmou o prefeito durante cerimônia.

A resposta do prefeito veio após o PSDB de Belo Horizonte defender a permanência de candidato à presidência em 2014 na legenda, divergindo do diretório da capital paulista, que pediu a cabeça de Aécio. “É um ou outro?”, perguntaram jornalistas. “É um ou outro. É incompatível”, finalizou Covas.​

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Covas chegou à Prefeitura após João Dória renunciar ao posto para concorrer ao Governo do Estado em 2018 e se tornar governador. Eles fazem parte do mesmo grupo político, que agora comanda a sigla e busca expulsar os antigos caciques envolvidos com corrupção para passar uma imagem de modernidade.

Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo

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