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12 de novembro de 2014, 18h29

Bruno Ramos: “A mídia tem interesse na visibilidade que o funk consegue promover”

Membro da Liga do Funk diz que o funk é uma cultura oriunda da periferia e que essa deve ser a bandeira do movimento

Membro da Liga do Funk diz que o funk é uma cultura oriunda da periferia e que essa deve ser a bandeira do movimento Por Marcelo Hailer Oriunda da cultura de periferia, a Liga do Funk vai estar presente no evento da revista Fórum,  “A Periferia no Centro: cultura, narrativas e disputas”, representada por Bruno Ramos, um de seus membros fundadores, na mesa “Cultura e Disputa de Espaços na Periferia”. Segundo ele, a atenção à cultura produzida nas periferias ainda é “quase nula”. “A gente está trabalhando para que tenha essa atenção dentro das periferias. Há uma dificuldade de linguagem do poder público...

Membro da Liga do Funk diz que o funk é uma cultura oriunda da periferia e que essa deve ser a bandeira do movimento

Por Marcelo Hailer

Oriunda da cultura de periferia, a Liga do Funk vai estar presente no evento da revista Fórum,  “A Periferia no Centro: cultura, narrativas e disputas”, representada por Bruno Ramos, um de seus membros fundadores, na mesa “Cultura e Disputa de Espaços na Periferia”.

Segundo ele, a atenção à cultura produzida nas periferias ainda é “quase nula”. “A gente está trabalhando para que tenha essa atenção dentro das periferias. Há uma dificuldade de linguagem do poder público para com os representantes dentro dos movimentos culturais”, analisa. Ramos também comenta sobre o fato do mercado tentar assimilar a cultura do funk. “O interesse é visível. A mídia tem interesse na visibilidade que o funk consegue promover, a gente percebe a mobilização, pois são 20 milhões de adeptos da cultura do funk e eles querem utilizar isso como manobra para atrair mais público para os programas televisivos”, aponta.

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Porém, Bruno Ramos atenta para o fato de que hoje muitos jovens vivem do funk e sem ter que dar satisfação para os escritórios de empresários. “O movimento funk acontece há 45 anos e temos um movimento totalmente independente. O rádio e as mídias tocam as coisas, você tem muitos meninos se beneficiando com altos valores no mercado sem ter um vínculo direto com os escritórios de gravadoras”, comemora.

A respeito do conceito de “cultura de periferia”, Bruno Ramos afirma que essa bandeira, da periferia, é levantada pelo movimento do funk. “É o que nós somos de verdade: cultura de periferia. Nós temos que nos assumir dessa forma, pois é isso que nós somos: uma cultura de periferia. A gente não nasce em outro lugar, o funk é oriundo da periferia”, finaliza.

O seminário “A Periferia no Centro: cultura, narrativas e disputas”, organizado pela revista Fórum, acontece nesta sexta-feira (14), a partir das 9h30, no Museu de Arte Moderna (MAM). A participação é gratuita, basta fazer a inscrição aqui.

Foto: Reprodução Youtube

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