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14 de junho de 2017, 14h36

Cabeças pretas do PSDB ensaiam desembarque do partido

Ao menos 14 deputados federais da ala mais jovem do partido, conhecidos como “cabeças pretas”, se reuniu, contrariando a decisão do partido, para articular a formação de um bloco dissidente na Câmara e votar a favor da abertura de inquérito contra Temer no STF caso o peemedebista seja denunciado pela PGR Por Redação*  Em reunião na noite da última segunda-feira (12), a cúpula do PSDB decidiu permanecer na base aliada do governo federal. A decisão aconteceu em meio a uma série de denúncias que abalam o Planalto e seus aliados e apenas 3 dias após a decisão do Tribunal Superior...

Ao menos 14 deputados federais da ala mais jovem do partido, conhecidos como “cabeças pretas”, se reuniu, contrariando a decisão do partido, para articular a formação de um bloco dissidente na Câmara e votar a favor da abertura de inquérito contra Temer no STF caso o peemedebista seja denunciado pela PGR

Por Redação* 

Em reunião na noite da última segunda-feira (12), a cúpula do PSDB decidiu permanecer na base aliada do governo federal. A decisão aconteceu em meio a uma série de denúncias que abalam o Planalto e seus aliados e apenas 3 dias após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveu Michel Temer de uma cassação.

Poucas horas após a decisão dos caciques tucanos de apoiar Temer, no entanto, os “cabeças pretas”, ala mais jovem do partido, se reuniu para articular uma dissidência na bancada da Câmara dos Deputados para votar a favor da abertura de inquérito contra Temer no STF caso o presidente seja denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para julgar o peemedebista, o STF precisa da autorização dos deputados.

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Ao menos 14 deputados, de um total de 46, estariam articulados com esse bloco dissidente, liderado por Daniel Coelho (PSDB-PE). “O PSDB foi muito duro no combate à corrupção do governo do PT, mas parece agora fechar os olhos para atos muito parecidos que estão ocorrendo dentro do governo do PMDB”, disse Coelho em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. De acordo com o parlamentar, não houve, na reunião que sacramentou a permanência na base aliada, uma concordância entre todos os membros do partido que estavam presentes.

Caciques do PSDB trabalham para acalmar os ânimos internamente e querem fazer uma nova reunião na próxima semana, quando se espera que a PGR denuncie Temer ao STF.

Muitos desses deputados dissidentes estariam cogitando sair do PSDB para se filiar ao PSL ou até mesmo ao Partido Novo, sigla abraçada recentemente pelo ex-tucano Bernardinho.

“Às vezes um deputado procura outro partido para ter melhores condições eleitorais, mas encobre isso com aparência de divergência política”, minimizou o vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman.

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Foto: Câmara dos Deputados 

*Com informações do Estadão

 

 

 

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