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04 de agosto de 2017, 17h54

Caco Barcellos critica o jornalismo versão promotores da Lava Jato

“Reproduzem o que promotores fazem. Não tem trabalho efetivo”, disse Caco, um dos jornalistas mais respeitados da mídia tradicional, sobre a cobertura que essa mesma mídia faz de trabalhos do Ministério Público  Por Redação  Caco Barcellos, autor de livros de jornalismo investigativo e um dos mais respeitados jornalistas da mídia tradicional, criticou a cobertura que essa mesma mídia faz da operação Lava Jato. Para o apresentador do “Profissão Repórter”, da Globo, os veículos de imprensa têm se limitado a “reproduzir” a versão dos fatos repassada pelo Ministério Público. “A gente não trabalha com cobertura de política porque a gente não gosta...

“Reproduzem o que promotores fazem. Não tem trabalho efetivo”, disse Caco, um dos jornalistas mais respeitados da mídia tradicional, sobre a cobertura que essa mesma mídia faz de trabalhos do Ministério Público 

Por Redação 

Caco Barcellos, autor de livros de jornalismo investigativo e um dos mais respeitados jornalistas da mídia tradicional, criticou a cobertura que essa mesma mídia faz da operação Lava Jato. Para o apresentador do “Profissão Repórter”, da Globo, os veículos de imprensa têm se limitado a “reproduzir” a versão dos fatos repassada pelo Ministério Público.

“A gente não trabalha com cobertura de política porque a gente não gosta de ‘blá, blá, blá’. Tudo que está em torno disso envolve o trabalho do Ministério Público. Não tem trabalho efetivo dos jornalistas. Os jornalistas reproduzem o que os promotores fazem”, disse o jornalista ao jornal A Notícia nesta quinta-feira (3) após um evento em Joinville (SC).

De acordo com Caco, o seu programa na TV faz um jornalismo mais “ativo”. “É a nossa investigação, não a dos outros”, pontuou.

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Caco Barcellos é autor, entre outras obras, de livros aclamados pela crítica como “Rota 66”, que fala sobre a atuação da Polícia Militar em São Paulo, e “Abusado”, um relato sobre o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

 

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