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05 de março de 2015, 18h01

Campanha infeliz: Grife de Luciano Huck é notificada pelo Procon

Após gerar enorme repercussão e ser acusada de incitação à pedofilia, a marca do apresentador global foi notificada pelo órgão, que entende que houve prática abusiva na comercialização da camiseta infantil com a frase "Vem ni mim que eu tô facin"; grife interrompeu as vendas e pediu desculpas no site.

Após gerar enorme repercussão e ser acusada de incitação à pedofilia, a marca do apresentador global foi notificada pelo órgão, que entende que houve prática abusiva na comercialização da camiseta infantil com a frase “Vem ni mim que eu tô facin”; grife interrompeu as vendas e pediu desculpas no site  Por Redação  Não passou batido. Poderia ser só mais uma das inúmeras peças de roupa com mensagens polêmicas ou preconceituosas da marca Use Huck, mas a camiseta infantil com a estampa “Vem ni mim que eu tô facin” gerou tanta repercussão que a grife acabou sendo notificada pelo Procon do...

Após gerar enorme repercussão e ser acusada de incitação à pedofilia, a marca do apresentador global foi notificada pelo órgão, que entende que houve prática abusiva na comercialização da camiseta infantil com a frase “Vem ni mim que eu tô facin”; grife interrompeu as vendas e pediu desculpas no site 

Por Redação 

Não passou batido. Poderia ser só mais uma das inúmeras peças de roupa com mensagens polêmicas ou preconceituosas da marca Use Huck, mas a camiseta infantil com a estampa “Vem ni mim que eu tô facin” gerou tanta repercussão que a grife acabou sendo notificada pelo Procon do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (5).

No anúncio do site, foram publicadas fotos de crianças usando a camiseta com a mensagem de claro cunho de objetificação e, nas redes sociais, a marca foi acusada de incitação à pedofilia.

Diante da infeliz campanha e sua consequente repercussão, o órgão resolveu notificar o site da grife e quer saber, exatamente, quantas peças foram vendidas, para quem e se já foi elaborada uma “contrapropaganda para apagar os efeitos negativos da publicidade ilícita no comportamento do consumidor”. Caso não preste os devidos esclarecimentos e não tome providências, a companhia pode ser multada e, o site, retirado do ar.

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“Essa é uma prática abusiva prevista no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, que incita a violência, se prevalece de vulnerável para obter lucro e denigre a imagem de crianças e adolescentes”, afirmou, em nota, a secretaria municipal de Defesa do Consumidor do Rio.

A marca, por sua vez, retirou de seu site o modelo em questão e pediu desculpas aos clientes.

“Sentimos muito por todos que foram ofendidos pela imagem”, diz a nota publicada na homepage da marca, que tentou explicar as causas do que chamou de “lamentável erro”. “É comum em e-commerce que as artes das estampas sejam aplicadas posteriormente sobre fotos dos modelos com camiseta branca, conforme o exemplo abaixo. Por erro nosso, todas as artes de Carnaval (inclusive e infelizmente esta arte) foram aplicadas sobre a coleção infantil e disponibilizadas no site sem a devida revisão”, continuou o texto.

Não é só uma

Embora a estampa “Vem ni mim que tô facin” tenha causado maior repercussão, em uma rápida olhada no site, Fórum encontrou outros modelos preconceituosos – como o que leva os dizeres “Salvem as baleias que eu salvo as sereias”  –  e até incentivadores da cultura do estupro, como o que carrega a mensagem “Quando um não quer, o outro insiste” (confira aqui).

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Em 2014, a Use Huck protagonizou situação parecida, quando se aproveitou do episódio de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves durante partida na Espanha para comercializar camisetas com a estampa “Somos todos macacos”.

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