Imprensa livre e independente
13 de outubro de 2018, 08h17

Candidato do PSL, partido de Bolsonaro, anuncia apoio a Haddad e sofre ameaças de morte

Em nota, Sérgio Cassini disse que, numa democracia, discordâncias são debatidas, compreendidas e resolvidas de forma política, não em forma de violência. Disse ainda que se sente "acuado e intimidado" e que teme por sua vida e de seus familiares.

Sérgio Cassini (Reprodução/Youtube)
Sergipe Eduardo Cassini, candidato derrotado ao governo de Sergipe pelo PSL – partido de Jair Bolsonaro -, está sofrendo ameaças de morte após anunciar apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, em nota, Cassini lamentou as ameaças e disse que, numa democracia, discordâncias são debatidas, compreendidas e resolvidas de forma política, não em forma de violência. Disse ainda que se sente “acuado e intimidado” e que teme por sua vida e de seus familiares. “Peço aos que acreditaram em mim e me viram como um homem sério, honesto, digno, que...

Sergipe Eduardo Cassini, candidato derrotado ao governo de Sergipe pelo PSL – partido de Jair Bolsonaro -, está sofrendo ameaças de morte após anunciar apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, em nota, Cassini lamentou as ameaças e disse que, numa democracia, discordâncias são debatidas, compreendidas e resolvidas de forma política, não em forma de violência. Disse ainda que se sente “acuado e intimidado” e que teme por sua vida e de seus familiares.

“Peço aos que acreditaram em mim e me viram como um homem sério, honesto, digno, que entendam minhas razões e que não semeiem o ódio, pois ele pode nos destruir”, disse.

Cassini também anunciou nesta semana apoio ao governador de Sergipe e candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSD), que disputa o segundo turno contra Valadares Filho (PSB) e justificou sua decisão afirmando que considera boa a gestão do atual governador e que não faria sentido apoiar outro candidato.

“Na minha visão, ele faz um governo muito bom. Como gestor que eu sou, não poderia ser incoerente”, afirmou Cassini, que não quis falar sobre o apoio a Haddad. No primeiro turno, ele pediu votos para Jair Bolsonaro (PSL).

Veja também:  Para Pedro Cardoso, classe média se uniu ao fundamentalismo religioso em busca de ascensão: "É fascismo"

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum