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06 de abril de 2018, 22h56

Carina Vitral: “A esquerda precisa reconquistar maioria política na sociedade”

De acordo com a ex-presidenta da UNE e atual presidenta da UJS, para conquistar essa maioria “é fundamental construir um diálogo, sair do gueto que a direita tenta nos colocar”

Foto: Karla Boughoff/UJS Osasco Ex-presidenta da tradicional União Nacional dos Estudantes (UNE), atual presidenta da União da Juventude Socialista (UJS) e pré-candidata à deputada estadual pelo PCdoB, Carina Vitral também marcou presença no ato em solidariedade ao ex-presidente Lula, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Entrevistada por Renato Rovai, editor da Fórum, ela ressaltou que o cenário atual exige saídas da esquerda: “A questão fundamental é acumular forças por meio da resistência contra os retrocessos e das eleições deste ano. É preciso reconquistar maioria política na sociedade. E para conseguir maioria é fundamental construir um diálogo, sair...

Foto: Karla Boughoff/UJS Osasco

Ex-presidenta da tradicional União Nacional dos Estudantes (UNE), atual presidenta da União da Juventude Socialista (UJS) e pré-candidata à deputada estadual pelo PCdoB, Carina Vitral também marcou presença no ato em solidariedade ao ex-presidente Lula, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Entrevistada por Renato Rovai, editor da Fórum, ela ressaltou que o cenário atual exige saídas da esquerda: “A questão fundamental é acumular forças por meio da resistência contra os retrocessos e das eleições deste ano. É preciso reconquistar maioria política na sociedade. E para conseguir maioria é fundamental construir um diálogo, sair do isolamento, sair do gueto que a direita tenta nos colocar”.

À época em que era presidenta da UNE, Carina assumiu protagonismo durante o processo que culminou com a condução coercitiva de Lula. “Os episódios que eu vivi têm consequências até hoje. O golpe que iniciou com os questionamentos dos votos da Dilma Rousseff, o processo de impeachment, a chantagem do Eduardo Cunha, toda a entrega do patrimônio público nacional e dos direitos da população. Enfim, a prisão do ex-presidente Lula é mais uma página desse golpe”.

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Carina ressaltou que, do ponto de vista pessoal, é positivo o fato de sempre estar do lado da luta e da resistência. “Seria muito pior se o golpe e o impeachment não tivessem gente na rua para combater. Essa resistência é fundamental para ajudar Lula nesse momento tão difícil. As ruas precisam estar lotadas para proteger e apoiar o ex-presidente para ele perceber que não está sozinho”.

Para finalizar, ela aproveitou e conclamou todos a participarem da missa para lembrar o aniversário de dona Marisa Letícia, amanhã, pela manhã. “Vamos transformar essa cerimônia religiosa também em um ato político”.

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