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25 de junho de 2019, 09h40

Cármen Lúcia adia HC de Lula para proteger Moro, dizem ministros do STF

Ela e Fachin votaram a favor de Moro. Eles concluíram que o ministro não pode ser considerado suspeito de nada.

Carmen Lúcia assume hoje a presidência do STF (Nelson Jr./SCO/STF)
A presidente da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, colocou o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em último lugar numa lista de 12 processos que seriam analisados nesta terça (25) porque não está segura de que será possível evitar que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, seja considerado suspeito no caso do tríplex. A conclusão é de ministros do STF. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Cármen Lúcia soltou uma nota nesta segunda-feira onde afirma que a ordem dos processos na...

A presidente da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, colocou o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em último lugar numa lista de 12 processos que seriam analisados nesta terça (25) porque não está segura de que será possível evitar que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, seja considerado suspeito no caso do tríplex. A conclusão é de ministros do STF.

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Cármen Lúcia soltou uma nota nesta segunda-feira onde afirma que a ordem dos processos na pauta “não orienta o chamamento de processos na sessão”. Os processos sobre “paciente preso” têm prioridade legal.

Na nota, ela nega ter incluído o processo de Lula em último lugar — e mesmo ter determinado a pauta. Ela afirma que sequer assumiu a presidência da Turma, o que ocorre nesta terça-feira. Ela foi eleita na semana passada.

A suspeição de Moro levaria à anulação da condenação de Lula. A Segunda Turma está rachada sobre o tema.

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O julgamento da suspeição de Moro já começou —ela mesma já votou a favor do ministro da Justiça, seguindo a posição do relator do caso, Edson Fachin, que não acolheu o habeas corpus do petista.

Eles concluíram que Moro não pode ser considerado suspeito de nada.

 

Com informações da coluna de Mônica Bergamo

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