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11 de fevereiro de 2019, 07h59

Centro de Treinamento do Flamengo recebeu R$ 10 milhões em renúncias fiscais

No local, que não tinha autorização da prefeitura do Rio para funcionar como alojamento, morreram 10 jogadores entre 14 e 17 anos

O centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, atingido por um incêndio na sexta-feira (8), recebeu R$ 10,37 milhões (em valores corrigidos pela inflação) de programas de renúncia fiscal do Governo do Rio de Janeiro, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Com os programas de incentivo fiscal, empresas são autorizadas pelo governo a abaterem um percentual de imposto e destinar o dinheiro para a iniciativas esportivas previamente aprovadas pelo poder público. Em 2014, por exemplo, a cervejaria Ambev e a Lafarge, empresa de materiais de construção, destinaram R$ 4,5 milhões (R$ 6,5 milhões, em valores corrigidos) para o centro...

O centro de treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, atingido por um incêndio na sexta-feira (8), recebeu R$ 10,37 milhões (em valores corrigidos pela inflação) de programas de renúncia fiscal do Governo do Rio de Janeiro, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

Com os programas de incentivo fiscal, empresas são autorizadas pelo governo a abaterem um percentual de imposto e destinar o dinheiro para a iniciativas esportivas previamente aprovadas pelo poder público.

Em 2014, por exemplo, a cervejaria Ambev e a Lafarge, empresa de materiais de construção, destinaram R$ 4,5 milhões (R$ 6,5 milhões, em valores corrigidos) para o centro de treinamento.

De acordo com a reportagem, a obrigação do clube, ao receber as doações, é prestar contas da utilização do dinheiro. “A diretoria deve apresentar notas fiscais dos serviços contratados ou materiais comprados aos órgãos públicos que concederam a autorização para captar o dinheiro. No caso, a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude do Rio”.

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